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Criação vs Destruição, uma visão espírita

Num breve comentário ao tema das questões 731, 732 e 733 de “O Livro dos Espíritos” em que se questiona o espirito do porquê da Natureza conter os dois princípios (Criação e Destruição) e qual a necessidade de existirem em simultâneo? A resposta é bastante esclarecedora e direta.

É para manter o equilíbrio, servindo de contrapeso, é proporcional ao estado da matéria, quanto mais subtil menos existe a necessidade de destruição e essa destruição, diria eu renovação, diminui com a predominância de espírito sobre a matéria.

Estas palavras são por demais evidentes na natureza, não só na natureza das coisas, mas essencialmente na natureza intrínseca das próprias plantas, no seu totum vegetal. Pois, se tomarmos por exemplo uma planta, encerra nela própria o princípio curativo e o seu oposto. Sendo que o princípio curativo deverá ser considerado como a parte destruidora, aniquiladora de uma patologia ou sintomatologia, mas também contem as substancias que são o seu antídoto.

É, esta, uma das razoes porque os laboratórios farmacológicos se dedicam as estudo e sintetização de uma parte, em exclusivo, que é chamado de principio ativo, descartando, para o caso, os antídotos naturais presentes nas plantas, que levariam a que a eficácia de droga produzida fosse comprometida, assim produzem drogas com elevado poder de toxicidade e perigosidade, que a natureza compensa integrando no totum vegetal os dois componentes, tornando difícil a intoxicação com plantas, salvo se a quantidade usada seja absurda, desproporcional e despropositada, como acontece com alguns indivíduos ao usarem plantas com o fim de atingirem estados alterados de consciência artificial, ou alcançarem estados de projeção extrafísica, muitas vezes sem estarem devidamente acompanhados e conscientes das perigos que correm com tais práticas.




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