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O Sentimento da Justiça: Natural ou Aprendido?

O sentimento da justiça é um tema que sempre despertou curiosidade e reflexão em filósofos, juristas e pensadores em geral. No Espiritismo, não é diferente. A questão 873 de "O Livro dos Espíritos" traz um questionamento interessante: o sentimento da justiça está na natureza ou é resultado de ideias adquiridas? Para entendermos esta questão, precisamos primeiro compreender o que é o sentimento da justiça. Segundo a doutrina espírita, a justiça é uma lei natural que rege o universo e que se manifesta através das leis divinas. Ela é a base da harmonia universal, e sua finalidade é garantir que cada ser receba aquilo que lhe é devido, de acordo com suas ações e escolhas. Mas como esse sentimento se manifesta em nós? Será que ele é inato ou aprendido? Para responder a essa questão, precisamos lembrar que somos seres dotados de livre-arbítrio, ou seja, temos a capacidade de escolher nossas ações e decidir o que é certo ou errado. Essa capacidade nos permite desenvolver o senso...

A JUSTIÇA SUBJETIVA E O LONGA CAMINHO DA HARMONIA UNIVERSAL

Na questão 874 do "Livro dos Espíritos", Allan Kardec faz uma reflexão ímpar sobre o entendimento humano da justiça. Apesar de sermos todos regidos pelas leis divinas do amor e da misericórdia, notamos que na Terra cada um compreende a equidade de modo particular, conforme as suas vivências e estágio evolutivo. Isso porque, enquanto espíritos encarnados, estamos sujeitos às limitações da matéria. Os nossos sentimentos, memórias e intelecto encontram-se enviesados pelas paixões adquiridas ao longo das existências. Dessa forma, o nosso senso de justiça reveste-se de subjetividade, sendo influenciado pelos filtros mentais construídos em cada vida. Devemos também considerar que cada ser humano passa por jornadas distintas neste plano, defrontando-se com situações únicas que moldam a percepção de mundo. O que para uns pode parecer justo, para outros pode significar injustiça. Esta relatividade deve-se à diversidade dos fatores enfrentados por cada alma. Porém, a Doutrina Esp...

O "destino de desgraça" é uma fantasia - aprendendo com as provas da vida.

É comum encontrarmos pessoas que parecem enfrentar uma sequência interminável de provas e contratempos, levando muitos a atribuírem isso a um destino cruel e implacável. Porém, segundo o sábio ensinamento dos Espíritos superiores recebido pelo Codificador, nunca devemos atribuir isso a um "destino de desgraça". Em primeiro lugar, é importante destacar que nada contraria a Justiça Divina em colocar os homens diante de duras provas, pois elas lhes proporcionam ocasiões preciosas de progresso moral. Nada sofrem que exceda suas forças, e a desgraça aparente pode ocultar um propósito elevado da Providência, destinado a purificar e elevar aquela alma mediante o sacrifício e o sofrimento. Nada acontece ao acaso. Tudo serve a um Plano Sábio e Infinito. Além disso, muitas vezes, as próprias discordâncias passadas e imperfeições da vida anterior preparam o espírito para certas provas, sendo-lhe de grande utilidade para seu aprendizado evolutivo. Sem elas, estagnaria. Portanto, jama...

Escravidão, herança cultural

Aqueles que se beneficiam da escravidão, por mais que possam justificar-se com alegações de adaptação a costumes sociais, não estão isentos de censura moral, por diversas razões: Em primeiro lugar, todo ser humano possui uma essência espiritual divina que o iguala, independentemente de sua raça ou condição. Privar nosso irmão de sua liberdade é uma grave violação dos mais elementares princípios de fraternidade e justiça, que permeiam a base da Doutrina Espírita. Em segundo lugar, nenhum costume social, por mais amplamente aceite que seja, pode legitimar uma prática intrinsecamente injusta. Muitas crueldades foram justificadas por convenções antigas, mas isso não as torna corretas ou aceitáveis à luz da moral universal. Ademais, é importante destacar que aquele que se beneficia da escravidão alheia, cedo ou tarde, terá de reparar o malfeito, conforme a lei de causa e efeito que rege o mundo espiritual. Apenas a compaixão e o serviço desinteressado poderão trazer a redenção e o pro...