Em primeiro
lugar, todo ser humano possui uma essência espiritual divina que o iguala,
independentemente de sua raça ou condição. Privar nosso irmão de sua liberdade é uma
grave violação dos mais elementares princípios de fraternidade e justiça, que
permeiam a base da Doutrina Espírita.
Em segundo
lugar, nenhum costume social, por mais amplamente aceite que seja, pode
legitimar uma prática intrinsecamente injusta. Muitas crueldades foram
justificadas por convenções antigas, mas isso não as torna corretas ou
aceitáveis à luz da moral universal.
Ademais, é
importante destacar que aquele que se beneficia da escravidão alheia, cedo ou
tarde, terá de reparar o malfeito, conforme a lei de causa e efeito que rege o
mundo espiritual. Apenas a compaixão e o serviço desinteressado poderão trazer
a redenção e o progresso espiritual.
Por fim, é
fundamental compreender que todo avanço real da humanidade passa por reconhecer
a igualdade de todos sob a Lei Divina, independente de costumes ou tradições.
Quem se adapta a práticas injustas apenas por conveniência está, na verdade,
atrasando sua evolução moral e espiritual.
Portanto, é
imprescindível que a humanidade desperte para a importância da liberdade, da
fraternidade e da justiça social em todas as relações sociais. Devemos tratar
todos os seres humanos com igualdade, respeito e amor, sem distinção de raça,
género ou condição social.
A Doutrina
Espírita convida-nos a refletir sobre a importância da solidariedade e da
compaixão em nossa jornada evolutiva e a agir com sabedoria e discernimento em
todas as situações da vida. Que possamos contribuir para a construção de um
mundo mais justo, fraterno e igualitário, cumprindo assim o nosso papel de
agentes transformadores do bem.

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