Desde o alvorecer da razão, a humanidade debate-se numa orfandade trágica, cindida entre duas verdades que, durante séculos, se recusaram a tocar: a precisão fria da ciência clínica e o fogo indomável do espírito místico. Caminhámos coxos pela história fora: senhores da matéria, mas analfabetos da alma.
Hoje, trago-vos uma proposta de reconciliação. Não se trata de uma crença, mas de uma calibração. Falo-vos do "Mapa da Consciência", uma obra monumental do psiquiatra Dr. David R. Hawkins (1927–2012), que ousou medir o imensurável: a luminosidade da alma humana.
A Matemática da Alma
A premissa de Hawkins é assombrosa na sua simplicidade: o corpo humano não é apenas uma máquina biológica, mas um ressoador de verdade infalível. Num universo onde tudo é energia, o nosso sistema nervoso actua como um sismógrafo moral, capaz de distinguir, através de testes cinesiológicos (musculares), aquilo que sustenta a vida daquilo que a consome.
Hawkins criou uma escala logarítmica de 0 a 1000. E aqui reside a "verdade crua": a diferença entre os níveis não é aritmética. O nível 300 não é apenas "um pouco melhor" que o 200; é exponencialmente (10^{300}) mais poderoso.
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A Anatomia da Nossa Vibração
Para nos compreendermos, podemos dividir a escala em três grandes territórios:
1. O Inferno Pessoal (A Força: Níveis 20 – 199)
É aqui que a maioria da humanidade ainda se debate. É o reino da Força, onde a vida é uma luta de atrito.
• Vergonha (20) e Culpa (30): O desejo de desaparecer e a auto-flagelação.
• Apatia (50): O inverno da alma, a desesperança total.
• Medo (100): A prisão sem grades, onde o mundo é visto como uma ameaça.
• Orgulho (175): O nível mais traiçoeiro. Parece poder, mas é frágil, dependendo inteiramente de aplausos externos.
2. O Purgatório da Razão (A Transição: Níveis 200 – 499)
Aos 200 (Coragem), ocorre a grande viragem. Deixamos de ser vítimas e passamos a ser protagonistas.
• Na Neutralidade (250), encontramos a liberdade do "aconteça o que acontecer, estarei bem".
• Na Aceitação (350), assumimos a autoria da nossa vida.
• Na Razão (400), atingimos o cume do intelecto — a casa de Einstein e Newton.
3. O Céu da Consciência (O Poder: Níveis 500 – 1000)
O salto mais difícil: da cabeça para o coração.
• Amor (500): Não o amor romântico, mas um estado de benevolência incondicional. Apenas 1 em cada 250 pessoas atinge este patamar de forma estável.
• Paz (600): A transcendência do tempo e do espaço.
• Iluminação (700-1000): O estado dos grandes Avatares (Jesus, Buda, Krishna), onde o "eu" se dissolve na Luz.
A Doçura da Ciência: A Lei do Contrabalanço
Se a "verdade crua" nos mostra o peso do ego, a "doçura" científica de Hawkins oferece-nos a redenção. Devido à natureza logarítmica da escala, o poder da Verdade é infinitamente superior à carga da Falsidade.
Hawkins demonstrou que um único indivíduo a vibrar no nível do Amor (500) contrabalança a negatividade de 750.000 pessoas que vivem abaixo do nível 200.
Isto significa que a vossa evolução pessoal não é um acto egoísta. É o maior serviço que podem prestar ao mundo. Ao curarem-se a vós mesmos, estão, energeticamente, a sustentar a estrutura da civilização.
Como Aplicar Isto Hoje?
Não precisamos de nos retirar para uma caverna. A alquimia faz-se no quotidiano:
• Higiene da Alma: Seleccionem rigorosamente o que consomem (notícias, conversas, ambientes). Protejam o vosso campo.
• Neutralização: Quando uma sombra (medo, raiva) surgir, não lutem contra ela. Peçam para que seja substituída por Luz.
• Gratidão Radical: É o antídoto mais rápido para sair da vitimização.
Que este mapa vos sirva não para julgar onde estão, mas para vos lembrar de para onde podem ir. A saída do sofrimento não é uma luta; é uma elevação.
Nota: Este artigo é um breve resumo baseado na obra "Power vs. Force" de David R. Hawkins. Num próximo texto, abordaremos a perspectiva complementar da Escala Emocional de Abraham-Hicks.
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