Esta questão levanta um debate importante sobre porque aspiramos à riqueza. Do ponto de vista espírita, cobiçar riquezas por si só, para satisfazer ambições pessoais ou vaidades mundanas, revela um apego material que pode atrasar a evolução espiritual. No entanto, se o desejo de acumular bens é guiado pelo propósito de aliviar os sofrimentos dos outros e promover o bem-estar dos mais necessitados, tal propósito é enobrecido e meritório aos olhos dos Espíritos superiores. A riqueza, nestes casos, deixa de ser um fim em si mesma e torna-se um meio para alargar o campo de ação da caridade. De pouco servirão os bens acumulados se não forem dedicados à causa do progresso coletivo. Aquele que aspira à prosperidade, mas não a partilha com os seus irmãos e irmãs que não a têm, revela que o seu objetivo último continua a ser o engrandecimento pessoal. O verdadeiro espírita não poupa esforços para adquirir bens quando isso significa mais oportunidades para aliviar o sofrimento. No entanto,...