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A mostrar mensagens com a etiqueta Psicologia

Do nascimento e da sua celebração: tempo, vulnerabilidade e assentimento

Uma reflexão sobre o aniversário como rito de passagem, experiência do tempo e exercício de reconciliação com a própria existência. Nota de autor — Este ensaio parte de uma interrogação elementar e, na aparência, menor: o que celebramos no dia do nosso nascimento? A partir desta premissa, o presente texto arranca a data à convenção social para a expor como arena simbólica, o lugar exacto onde colidem de frente o tempo, a memória, a vulnerabilidade e o consentimento.     Quando o calendário regressa ao dia do nosso nascimento, nem todos o vivem da mesma maneira. Para uns, essa data traz alegria, encontro e gratidão; para outros, suscita reserva, desconforto ou um mal-estar difícil de nomear. Seja, porém, qual for a reacção, poucas ocasiões concentram com semelhante nitidez a experiência de existir: o facto de termos começado, de estarmos aqui, de havermos atravessado mais um círculo do tempo e de permanecermos, apesar de tudo, expostos à vida e vinculados a ela. É s...

A Bofetada da Razão: A Ilusão do Sobrenatural e a Fuga à Responsabilidade

Ao debruçar-me com rigor sobre esta passagem específica de O Livro dos Médiuns (Kardec, 1861/2013), a minha primeira reflexão é a de que Allan Kardec nos dá aqui, com toda a frontalidade e sem qualquer anestesia, uma autêntica bofetada de luva branca. E fá-lo precisamente na nossa tendência — tão intrinsecamente humana, tão intelectualmente frágil e tão tentadora — para o misticismo fácil, para o pensamento mágico e para a superstição. Reparemos na frieza analítica com que o texto nos aborda. Convém nunca esquecer que Kardec, antes de assumir o papel de codificador do Espiritismo, era o Professor Rivail, um homem de ciência, um metodologista e um educador rigoroso formado na escola de Pestalozzi. Quando um fenómeno insólito acontece, seja um ruído inexplicável ou um objecto que cai sem razão aparente, qual é a directriz primária que ele nos dá? Ele não nos manda rezar, não nos aconselha a acender mechas, nem nos manda procurar imediatamente um espírito para justificar o evento. Ele ap...

As 5 feridas da infância e o seu impacto no organismo.

As feridas emocionais que sofremos na infância refletem-se na nossa postura, forma de andar e peso corporal. Reconhecê-los é o primeiro passo para os curar. Ferida da Humilhação, como se manifesta; Postura curvada, com as costas curvadas. Ombros caídos e cabeça inclinada para baixo. Nádegas encolhidas. Causa; Desenvolve-se quando uma pessoa é envergonhada, criticada ou ridicularizada na infância. Pode levá-lo a sentir que não é suficiente ou que merece ser punido. Como curar isso; Trabalhar a autoestima e a autoaceitação. Pratique afirmações positivas e autocompaixão. Procure apoio terapêutico para libertar a vergonha acumulada. Aprenda a estabelecer limites e a valorizar a sua própria voz. Ferida do Abandono, como se manifesta; Excesso de peso sem causa aparente. Dificuldade em perder peso mesmo com dieta e exercício. Sensação de vazio que se tenta preencher com comida. Causa; É gerada quando uma pessoa se sentiu emocional ou fisicamente abandonada na infância. Pode vir de...