A indulgência é, talvez, a face mais doce e, simultaneamente, a mais difícil da caridade. Enquanto a caridade material socorre o corpo, a indulgência socorre a alma, oferecendo o agasalho da compreensão às imperfeições alheias. Nas instruções dos Espíritos José, João (Bispo de Bordéus) e Dufêtre (Bispo de Nevers), somos convidados a uma transformação radical do nosso modo de ver o próximo. 1. O Escudo do Silêncio e a Doçura do Olhar (Item 16) O Espírito José apresenta a indulgência como um sentimento "doce e fraternal". Numa sociedade habituada ao escrutínio e à condenação pública, a proposta espírita é o inverso: O Culto da Discrição: A indulgência não se compraz no erro alheio. Se percebe o defeito, evita divulgá-lo. O seu papel é o de ocultar as faltas do próximo, não por conivência, mas para evitar o escândalo que nada edifica. A Substituição da Censura pelo Conselho: Quando a crítica é necessária, ela nunca é chocante. Transforma-se em conselhos velados, proferidos com...