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Do nascimento e da sua celebração: tempo, vulnerabilidade e assentimento

Uma reflexão sobre o aniversário como rito de passagem, experiência do tempo e exercício de reconciliação com a própria existência. Nota de autor — Este ensaio parte de uma interrogação elementar e, na aparência, menor: o que celebramos no dia do nosso nascimento? A partir desta premissa, o presente texto arranca a data à convenção social para a expor como arena simbólica, o lugar exacto onde colidem de frente o tempo, a memória, a vulnerabilidade e o consentimento.     Quando o calendário regressa ao dia do nosso nascimento, nem todos o vivem da mesma maneira. Para uns, essa data traz alegria, encontro e gratidão; para outros, suscita reserva, desconforto ou um mal-estar difícil de nomear. Seja, porém, qual for a reacção, poucas ocasiões concentram com semelhante nitidez a experiência de existir: o facto de termos começado, de estarmos aqui, de havermos atravessado mais um círculo do tempo e de permanecermos, apesar de tudo, expostos à vida e vinculados a ela. É s...

A liberdade de consciência como direito divino

Baseado nos ensinamentos da doutrina espírita, podemos refletir sobre questões profundas e delicadas que nos remetem ao cerne de nossa existência. Entravar crenças, por mais perturbadoras que possam parecer, é um atentado contra a liberdade de consciência, que é um direito sagrado concedido por Deus a todo o Seu filho. A luz do conhecimento e da razão elevada pelo amor é capaz de dissipar as trevas do erro, sem infringir as liberdades individuais. Nada pode legitimar a transgressão dos princípios universais da justiça e da liberdade, mesmo em nome da ordem social  não pode ser legitimada.  Devemos buscar as causas profundas do mal e corrigi-las pelos meios dignos do homem de bem. Todo progresso moral parte do respeito irrestrito à liberdade de consciência. Tentar coartá-la sempre retroalimenta os próprios males que se pretendem solucionar. As crenças verdadeiras são sempre animadas por um sopro de caridade e humildade, que as torna tolerantes e pacíficas, livres de todo se...

Avicena - Ibn Sina

Abū Alī al-0uyn ibn Abd Allāh ibn Sīnā  Avicena Introdução  Avicena, o nome latinizado que em árabe é Ibn Sīnā, e de nome completo Abū Alī al-0uyn  ibn Abd Allāh ibn Sīnā (nascido ca. 980, perto de Bukhara, Irão [agora no Uzbequistão] —  morreu em 1037, Hamadan, Irão), médico muçulmano, foi o mais famoso e influente dos  filósofos-cientistas do mundo islâmico medieval. Ficou particularmente ilustre pelas suas  contribuições nos domínios da filosofia e da medicina aristotélicas. Compôs o Kitāb al-  shifā (Livro das Curas), uma vasta enciclopédia filosófica e científica, e Al-Qānūn fī al-ibb  (O Cânone da Medicina), que está entre os livros mais famosos da história da medicina.  Este polímata persa escreveu sobre os mais variados assuntos, dos quais aproximadamente 240 chegaram aos nossos dias. 150 destes tratados são focados em  temas filosóficos e 40 sobre medicina.  Avicena não despoletou num período in...