Baseado nos ensinamentos da doutrina espírita, podemos refletir sobre questões profundas e delicadas que nos remetem ao cerne de nossa existência.
Entravar crenças, por mais perturbadoras que possam parecer, é um atentado contra a liberdade de consciência, que é um direito sagrado concedido por Deus a todo o Seu filho. A luz do conhecimento e da razão elevada pelo amor é capaz de dissipar as trevas do erro, sem infringir as liberdades individuais. Nada pode legitimar a transgressão dos princípios universais da justiça e da liberdade, mesmo em nome da ordem social não pode ser legitimada.
Devemos buscar as causas profundas do mal e corrigi-las pelos meios dignos do homem de bem. Todo progresso moral parte do respeito irrestrito à liberdade de consciência. Tentar coartá-la sempre retroalimenta os próprios males que se pretendem solucionar.
As crenças
verdadeiras são sempre animadas por um sopro de caridade e humildade, que as
torna tolerantes e pacíficas, livres de todo sectarismo e pretensão de
monopolizar a verdade absoluta. Os frutos espirituais, como a edificação do
próximo, o progresso moral coletivo e o fortalecimento dos laços de
solidariedade, são os melhores indicativos do caráter verdadeiramente divino de
determinada doutrina.
A
simplicidade no ensinamento, isento de subtilezas especulativas, e a ênfase na
regeneração prática como ponto central são traços característicos das doutrinas
inspiradas. Enfim, a finalidade sublime de todo ensinamento verdadeiramente
revelado pelo Altíssimo deve ser o bem-estar geral e o progresso dos homens no
sentido da fraternidade universal.

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