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A mostrar mensagens com a etiqueta Propriedade

OS LIMITES SÁBIOS DA PROPRIEDADE: EQUILÍBRIO ENTRE POSSES INDIVIDUAIS E O BEM COMUM

  A questão 885 convida-nos a uma profunda reflexão sobre os limites éticos que envolvem o direito de propriedade. A Doutrina Espírita, com sua sabedoria iluminada, mostra-nos que nada neste mundo existe de forma absoluta e definitiva. As posses materiais adquiridas pelo ser humano têm uma finalidade legítima de suprir as suas necessidades básicas e as daqueles que estão sob a sua responsabilidade. No entanto, é fundamental compreender que possuímos apenas uma custódia temporária e relativa sobre esses bens, uma vez que eles provêm da Providência e pertencem a todos . Sob a autoridade da lei do retorno, qualquer excesso na apropriação que ultrapasse o necessário para o nosso sustento essencial acarretará consequências, uma vez que priva outros do que é indispensável e viola o princípio da equidade. Da mesma forma, o direito individual não pode prevalecer sobre o interesse coletivo. Uma propriedade verdadeiramente válida é aquela que se pauta pelo equilíbrio entre o gozo pessoal e o...

O EQUILÍBRIO DA PROPRIEDADE: OS LAÇOS ENTRE POSSES, JUSTIÇA E SOLIDARIEDADE

A pergunta apresentada pela questão 882 convida-nos a refletir sabiamente sobre a questão da propriedade à luz da Doutrina Espírita. Embora o trabalho nos confira certos direitos sobre aquilo que produzimos, Jesus sempre nos mostrou que a caridade deve ser o princípio orientador no uso das nossas posses. É natural e legítimo que o homem reserve parte dos frutos de seu esforço para o seu próprio sustento e o de sua família. No entanto, nunca devemos esquecer que nada aqui é definitivo, tudo é passageiro. No plano espiritual, onde os nossos verdadeiros progressos são avaliados, as nossas ações têm mais importância do que os bens materiais que possuímos. Portanto, devemos priorizar o equilíbrio social, não privando os necessitados do indispensável em nome de uma suposta propriedade absoluta. Os excedentes que possuímos pertencem menos a nós do que àqueles que deles necessitam, desde que possamos auxiliá-los sem comprometer a nossa própria subsistência. A justiça nos lembra que nada ...

A PROPRIEDADE VERDADEIRA: AQUILO QUE ELEVA O ESPÍRITO E NÃO O APEGA À MATÉRIA

A questão 884 proporciona-nos uma valiosa lição acerca do conceito de propriedade legítima à luz da Doutrina Espírita. Além dos efêmeros bens materiais, a nossa verdadeira riqueza reside no património espiritual adquirido em cada nova encarnação. Trata-se dos valores morais, dos conhecimentos e das virtudes que cultivamos ao longo do nosso processo de progresso rumo à Perfeição. Esses bens imateriais são de importância imprescindível e elevam a nossa consciência, ao contrário dos bens transitórios que nos mantêm presos às preocupações mundanas, desviando-nos do propósito primordial de evolução da alma. Deste modo, uma propriedade será considerada legítima se, mesmo sendo de natureza material, for utilizada para nobres fins de auxílio ao próximo, sem despertar inveja ou cobiça. Caso contrário, tenderá a agravar os defeitos que ainda carregamos e atrasar o nosso progresso evolutivo. Os ensinamentos do Mestre são a essência mais pura de toda a Doutrina Espírita: partir deste mundo a...