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Bem-aventurados os que têm os olhos fechados: a luz que nasce da provação

Os dois ensinamentos do capítulo VIII de O Evangelho segundo o Espiritismo, itens 20 e 21, sob o título «Bem-aventurados os que têm fechados os olhos», convidam-nos a olhar a cegueira com uma profundidade que ultrapassa largamente a simples ausência de visão física. Não se trata apenas dos olhos do corpo, mas, sobretudo, da claridade ou da obscuridade que habitam o íntimo da alma.    No item 20, o Espírito do Cura d’Ars (São João Maria Vianney), com uma ternura firme e compassiva, declara bem-aventurados aqueles que não podem ver, porque, privados das seduções da matéria, ficam mais livres para ver com os olhos do Espírito. Ele lembra que, muitas vezes, é precisamente através dos olhos do corpo que nos deixamos arrastar para a queda: são eles que se prendem às aparências, às vaidades, ao orgulho, às comparações e aos desejos que nos afastam de Deus. A verdadeira visão, ensina ele, é a visão interior—essa faculdade íntima de perceber o bem, de aspirar à pureza de co...