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A Alma – O Espírito sob o Véu da Carne

A questão 134 de O Livro dos Espíritos apresenta‑se com uma simplicidade que quase desarma, mas encerra uma profundidade que ilumina toda a nossa caminhada. Quando Kardec pergunta: «Que é a alma?», a resposta chega sem rodeios: «Um Espírito encarnado.» 1. A nossa verdadeira identidade Esta definição desfaz equívocos antigos e coloca cada coisa no seu lugar. Não somos criaturas que “possuem” uma alma como quem possui um objecto. Somos Espíritos , e, durante o período da encarnação, estamos alma. A diferença entre o ser que habita o mundo espiritual e o que vive na Terra é apenas a da roupagem que reveste a consciência. Os instrutores espirituais recordam-nos que o Espírito é o ser inteligente da criação. Ele existe antes do corpo e continua a existir depois dele. A alma é, pois, o Espírito em tarefa, em aprendizagem, em experiência. 2. O corpo como instrumento de trabalho O texto esclarece que o Espírito se reveste do corpo com objectivos muito definidos: purificar-se e esclarece...

A liberdade do espírito: don divino do pensamento

A liberdade do pensamento humano, é a faculdade de um dos mais preciosos dons concedidos ao ser humano, pois é por meio dela que podemos nos aproximar do plano das ideias puras e compreender as leis universais. A liberdade do pensamento é um direito inalienável do espírito humano, concedido pelo seu Criador. Essa faculdade está entre as mais elevadas do homem, e quando exercida com sabedoria e discernimento, pode conduzir-nos à verdadeira liberdade, que é a libertação das amarras da ignorância. No entanto, é importante lembrar que, nesta vida terrena, o nosso pensamento não está completamente livre de influências exteriores e limitações. Ele está condicionado pelos nossos sentidos, paixões e conhecimentos imperfeitos. Por isso, devemos exercitá-lo no sentido do bem e da verdade, para libertá-lo das amarras da ignorância e das paixões que o escravizam. Somos responsáveis pelo caminhar do nosso espírito, inclusive pelo direcionamento dado às nossas ideias e concepções. Cada pensamento ge...

O Legado Crístico dos Essênios

  Os Essênios eram originários do Egito, e durante a dominação do Império Selêucida, em 170 a.C, formaram um pequeno grupo de judeus, que abandonou as cidades e rumou para o deserto, passando a viver às margens do Mar Morto, e cujas colônias estendiam-se até o vale do Nilo. Os Essênios pertenciam a uma das cinco seitas judaicas da época, a saber: Os Fariseus – Flexíveis na interpretação das escrituras, valorizavam a erudição, questionavam a tradição e adaptavam as leis ás circunstâncias. Acreditavam na alma imortal e na ressurreição, mas não eram messiânicos. Os Saduceus – Aristocráticos estavam sempre ao lado de quem detinha o poder. Dominavam os serviços religiosos no Templo em Jerusalém, e interpretavam literalmente as leis. Negavam a imortalidade da alma e a ressurreição. Os Sicários – “Homens com punhal” partilhavam das mesmas crenças dos fariseus, mas viam a guerrilha contra Roma como um preparo de ações maiores a serem realizadas na chegada do Reino de Deus. Os Zelotas – De ...