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Fazer do privilégio um dever de amor: a virtude da caridade fraterna

A questão 900 convida a refletir sobre a utilização mais nobre dos bens material nesta e em futuras existências. É verdade que, dentro dos limites da necessária provisão, cada qual livremente administra os frutos de seu labor. No entanto, para o detentor de maior abundância, Cristo exige a demonstração do seu amor ajudando os necessitados . Pois os bens materiais, na verdade, pertencem mais ao Todo do que a qualquer individualidade única. Acumulá-los é um privilégio concedido em benefício da coletividade, em nome do progresso comum. Portanto, o pretexto da futura herança como justificação para o egoísmo é uma pretensiosa desculpa moral. A caridade fraterna deve iluminar cada gesto do homem dedicado à evolução, promovendo a alegria dos outros tão preciosa como a sua. E o exemplo de Jesus ensina-nos que só passaremos para a vida superior se levarmos na bagagem o amor praticado em favor dos irmãos mais desfavorecidos. Procuremos, pois, empregar sábia e voluntariamente o nosso excede...

OS LIMITES SÁBIOS DA PROPRIEDADE: EQUILÍBRIO ENTRE POSSES INDIVIDUAIS E O BEM COMUM

  A questão 885 convida-nos a uma profunda reflexão sobre os limites éticos que envolvem o direito de propriedade. A Doutrina Espírita, com sua sabedoria iluminada, mostra-nos que nada neste mundo existe de forma absoluta e definitiva. As posses materiais adquiridas pelo ser humano têm uma finalidade legítima de suprir as suas necessidades básicas e as daqueles que estão sob a sua responsabilidade. No entanto, é fundamental compreender que possuímos apenas uma custódia temporária e relativa sobre esses bens, uma vez que eles provêm da Providência e pertencem a todos . Sob a autoridade da lei do retorno, qualquer excesso na apropriação que ultrapasse o necessário para o nosso sustento essencial acarretará consequências, uma vez que priva outros do que é indispensável e viola o princípio da equidade. Da mesma forma, o direito individual não pode prevalecer sobre o interesse coletivo. Uma propriedade verdadeiramente válida é aquela que se pauta pelo equilíbrio entre o gozo pessoal e o...