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Fazer do privilégio um dever de amor: a virtude da caridade fraterna


A questão 900 convida a refletir sobre a utilização mais nobre dos bens material nesta e em futuras existências. É verdade que, dentro dos limites da necessária provisão, cada qual livremente administra os frutos de seu labor.

No entanto, para o detentor de maior abundância, Cristo exige a demonstração do seu amor ajudando os necessitados. Pois os bens materiais, na verdade, pertencem mais ao Todo do que a qualquer individualidade única. Acumulá-los é um privilégio concedido em benefício da coletividade, em nome do progresso comum.

Portanto, o pretexto da futura herança como justificação para o egoísmo é uma pretensiosa desculpa moral. A caridade fraterna deve iluminar cada gesto do homem dedicado à evolução, promovendo a alegria dos outros tão preciosa como a sua. E o exemplo de Jesus ensina-nos que só passaremos para a vida superior se levarmos na bagagem o amor praticado em favor dos irmãos mais desfavorecidos.

Procuremos, pois, empregar sábia e voluntariamente o nosso excedente em obras meritórias que aliviem a dor da humanidade. Este será o único património perene a acompanhar-nos às moradas celestiais da bem-aventurada imortalidade.

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