Avançar para o conteúdo principal

A riqueza deve servir os fins mais nobres

Esta questão levanta um debate importante sobre porque aspiramos à riqueza. Do ponto de vista espírita, cobiçar riquezas por si só, para satisfazer ambições pessoais ou vaidades mundanas, revela um apego material que pode atrasar a evolução espiritual.

No entanto, se o desejo de acumular bens é guiado pelo propósito de aliviar os sofrimentos dos outros e promover o bem-estar dos mais necessitados, tal propósito é enobrecido e meritório aos olhos dos Espíritos superiores. A riqueza, nestes casos, deixa de ser um fim em si mesma e torna-se um meio para alargar o campo de ação da caridade.

De pouco servirão os bens acumulados se não forem dedicados à causa do progresso coletivo. Aquele que aspira à prosperidade, mas não a partilha com os seus irmãos e irmãs que não a têm, revela que o seu objetivo último continua a ser o engrandecimento pessoal.

O verdadeiro espírita não poupa esforços para adquirir bens quando isso significa mais oportunidades para aliviar o sofrimento. No entanto, o seu objetivo principal deve ser sempre fazer o bem, não acumular para acumular. Os bens são emprestados e devem ser multiplicados de volta à comunidade sob a forma de obras caritativas e filantrópicas.

A riqueza é digna quando liberta o próximo da miséria e lhe proporciona os meios de elevação moral. Caso contrário, revela que o egoísmo ainda prevalece sobre o amor ao próximo. Somente quando colocamos os problemas de nosso irmão à frente de nossos desejos pessoais podemos aspirar à perfeição espiritual.

O amor ao próximo deve preceder todos os outros desejos.

 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

A Jornada Alquímica: Os Quatro Estágios da Transformação Espiritual

A alquimia, uma antiga prática esotérica, oferece um caminho simbólico para a transformação espiritual. Os alquimistas acreditavam que, assim como os metais básicos podem ser transformados em ouro, também a alma humana pode passar por um processo de purificação e iluminação . A jornada alquímica é dividida em quatro estágios distintos, conhecidos como os Quatro Estados da Alquimia: - Nigredo (Morte Espiritual):  Este estágio representa o início da jornada, onde enfrentamos nossos medos e sombras. É um período de purificação e dissolução, onde deixamos para trás velhos padrões e crenças que nos impedem de crescer. - Albedo (Purificação):  À medida que avançamos, entramos no estágio de purificação. Aqui, eliminamos as impurezas e alcançamos um estado de equilíbrio e harmonia. É um momento de clareza e compreensão, onde vemos o mundo com novos olhos. - Citrinitas (Despertar):  O terceiro estágio é o despertar. Ganhamos consciência de nosso potencial e começamos a integrar...

Para Além do Abismo: A Ilusão da Fuga e o Dever de Viver

Há uma certa hora do Inverno da alma em que tudo parece parar — a respiração fica rasa, o horizonte some, e o mundo se recolhe num silêncio espesso. É quando o desalento pousa, suave e pesado como neve sobre os galhos, e a vontade de caminhar parece esvaír-se no próprio ar que falta. Nesses instantes de frio interior, somos convocados a recordar: a vida não é acidente. Nem o sofrimento é um castigo cego. Cada obstáculo é uma espécie de porta estreita, fechada a ferro, que guarda dentro de si não a rejeição, mas a revelação — uma chance única de amadurecer, de reparar o invisível, de descobrir paisagens internas que só nascem depois da tempestade. Mas atenção: há ventos, às vezes, que sopram contra. Há vozes interiores e ecos alheios que insistem em pintar a existência como um fardo sem réstia de sentido, como se o amor, a fé e a descoberta fossem miragens de uma mente cansada. Essas forças não vêm em nome da verdade; são sombras que se alimentam da escuridão alheia. Prolongam a dor com...

E se a entidade que canaliza… for apenas a sua sombra disfarçada de luz?

Já parou para questionar quem está realmente a falar quando diz que canaliza uma entidade espiritual?   Será mesmo um mentor elevado, um guia iluminado…   Ou será a sua própria dor, bem vestida, mascarada de sabedoria, a falar com voz suave, mas intenção confusa?   Este é o lado obscuro da canalização que ninguém quer enfrentar.   Porque é reconfortante acreditar que fomos escolhidos.   É bonito dizer que somos canais.   Mas é brutal admitir que podemos estar apenas a ouvir os nossos próprios gritos reprimidos, traumas não curados ou vozes internas que nunca foram validadas — e que agora se apresentam como “espíritos superiores”.   Carl Jung já alertava:   •“ Aquilo que nega em si mesmo, manifesta-se no exterior como destino. ” Na espiritualidade, isto ganha uma camada ainda mais perigosa:   •a sombra apresenta-se como entidade. - Reprimiu a sua raiva? Ela pode surgir como um “guia gue...