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A riqueza deve servir os fins mais nobres

Esta questão levanta um debate importante sobre porque aspiramos à riqueza. Do ponto de vista espírita, cobiçar riquezas por si só, para satisfazer ambições pessoais ou vaidades mundanas, revela um apego material que pode atrasar a evolução espiritual.

No entanto, se o desejo de acumular bens é guiado pelo propósito de aliviar os sofrimentos dos outros e promover o bem-estar dos mais necessitados, tal propósito é enobrecido e meritório aos olhos dos Espíritos superiores. A riqueza, nestes casos, deixa de ser um fim em si mesma e torna-se um meio para alargar o campo de ação da caridade.

De pouco servirão os bens acumulados se não forem dedicados à causa do progresso coletivo. Aquele que aspira à prosperidade, mas não a partilha com os seus irmãos e irmãs que não a têm, revela que o seu objetivo último continua a ser o engrandecimento pessoal.

O verdadeiro espírita não poupa esforços para adquirir bens quando isso significa mais oportunidades para aliviar o sofrimento. No entanto, o seu objetivo principal deve ser sempre fazer o bem, não acumular para acumular. Os bens são emprestados e devem ser multiplicados de volta à comunidade sob a forma de obras caritativas e filantrópicas.

A riqueza é digna quando liberta o próximo da miséria e lhe proporciona os meios de elevação moral. Caso contrário, revela que o egoísmo ainda prevalece sobre o amor ao próximo. Somente quando colocamos os problemas de nosso irmão à frente de nossos desejos pessoais podemos aspirar à perfeição espiritual.

O amor ao próximo deve preceder todos os outros desejos.

 

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