No entanto,
se o desejo de acumular bens é guiado pelo propósito de aliviar os sofrimentos
dos outros e promover o bem-estar dos mais necessitados, tal propósito é
enobrecido e meritório aos olhos dos Espíritos superiores. A riqueza, nestes
casos, deixa de ser um fim em si mesma e torna-se um meio para alargar o campo
de ação da caridade.
De pouco
servirão os bens acumulados se não forem dedicados à causa do progresso
coletivo. Aquele que aspira à prosperidade, mas não a partilha com os seus
irmãos e irmãs que não a têm, revela que o seu objetivo último continua a ser o
engrandecimento pessoal.
O verdadeiro
espírita não poupa esforços para adquirir bens quando isso significa mais
oportunidades para aliviar o sofrimento. No entanto, o seu objetivo principal
deve ser sempre fazer o bem, não acumular para acumular. Os bens são emprestados
e devem ser multiplicados de volta à comunidade sob a forma de obras
caritativas e filantrópicas.
A riqueza é
digna quando liberta o próximo da miséria e lhe proporciona os meios de
elevação moral. Caso contrário, revela que o egoísmo ainda prevalece sobre o
amor ao próximo. Somente quando colocamos os problemas de nosso irmão à frente
de nossos desejos pessoais podemos aspirar à perfeição espiritual.
O amor ao
próximo deve preceder todos os outros desejos.

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