A liberdade de consciência representa um direito divino sagrado e inalienável do ser humano, um sublime presente concedido pelo nosso Criador. É crucial sublinhar que nenhum homem ou grupo de pessoas detém legitimidade para coartar essa liberdade nos outros.
A
consciência simboliza a voz interior da alma, que julga os atos à luz da razão
e do senso de justiça. Privar a consciência do seu próprio espaço equivale a
silenciar a voz de Deus no íntimo dos homens. Todo o progresso moral da
humanidade está atrelado à liberdade de consciência. Sem ela, o ser humano
nunca poderá progredir espiritualmente.
A liberdade
de pensamento, que gera a de consciência, está inerente à própria essência do
espírito humano. Negar essa liberdade a outro seria privá-lo da sua própria
condição de espírito, criado à imagem do Criador. Nada pode legitimar a
imposição de convicções contra a vontade da consciência. A fé sem o livre
consentimento do espírito é um simulacro vazio, desprovido de valor perante a
Lei Divina.
A liberdade individual
pressupõe o respeito pela liberdade no outro. Qualquer privação de liberdade individual
denota uma falta de liberdade interior no próprio espírito. Logo, não se pode
invocar motivos – sejam religiosos, políticos ou outros – para oprimir o
livre-arbítrio sagrado concedido a cada um pelo Criador. Aquele que nega a
liberdade de consciência não compreendeu verdadeiramente o significado mais
íntimo do que é a própria liberdade.
Em suma, a liberdade de consciência representa um direito inalienável porque deriva da própria natureza humana. Sem ela, a humanidade nunca poderá evoluir moral e espiritualmente. Respeitar a liberdade do outro é respeitar a própria liberdade interior. Quem a nega aos outros, nega-o também a si mesmo.

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