A doutrina espírita não defende a inferioridade moral das
mulheres em nenhum país. Pelo contrário, ela afirma que a suposta inferioridade
moral da mulher em certos países é produto da ignorância dos homens e do
predomínio da força bruta, que supõe tudo resolver pela violência. Esse
massacre dos valores da mulher é que causa os distúrbios da sensibilidade nos
desvios dos seus valores imortais.
O espírito não tem gênero e possui a mesma essência divina,
independentemente de encarnar em um corpo masculino ou feminino.
O tratamento desigual e depreciativo dado às mulheres é
consequência do preconceito e dos valores materialistas que prevalecem em
certas culturas. São os homens que estabelecem essas diferenças e impõem
limitações às mulheres por questões de poder e controle social.
Do ponto de vista espírita, a evolução moral de uma sociedade
passa pela elevação do status da mulher, pelo reconhecimento de seus direitos
iguais e por uma convivência mais justa, fraterna e equânime entre os gêneros.
A inferioridade de um reflete a inferioridade de todos. Somente o progresso
simultâneo dos homens e mulheres levará a uma humanidade mais madura e
purificada.
Portanto, a doutrina espírita condena toda forma de
discriminação e preconceito, em especial a inferiorização da mulher em
detrimento do homem. Ambos são iguais perante Deus e têm a mesma missão
evolutiva na Terra.

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