A ideia de liberdade tem sido um tópico central desde o início da existência humana, adquirindo ainda mais importância com o surgimento das sociedades modernas. Atualmente, a liberdade é um valor amplamente apreciado e defendido, sendo vista como um direito básico de cada pessoa.
Entretanto, como os princípios espíritas indicam, a
liberdade não é absoluta em nossa vida terrestre. Estamos sujeitos a várias
restrições e condicionantes, sejam eles naturais, sociais, morais ou
espirituais. Nossos corpos, emoções, intelecto e desenvolvimento moral nos
impõem limites, impedindo a plena expressão de nossa liberdade.
Nessa perspetiva, a verdadeira liberdade somente pode ser
atingida no âmbito espiritual, quando a alma se liberta das amarras materiais e
se eleva acima das paixões e desejos terrenos. Apenas ao atingirmos a perfeição
moral e intelectual, poderemos desfrutar de uma liberdade absoluta,
tornando-nos semelhantes aos espíritos puros, desprovidos de ignorância e
imperfeição.
No entanto, como os princípios espíritas destacam, essa
perfeição absoluta é inalcançável para os espíritos criados. Haverá sempre algo
a evoluir, aprender e conquistar. Assim, a liberdade do espírito se expande à
medida que ele progride moral e intelectualmente, desapega-se de interesses
materiais e se alinha às leis superiores do amor e da justiça.
A liberdade, então, não é um objetivo em si, mas um meio
para alcançarmos a perfeição moral e espiritual. É uma condição que se
desenvolve à medida que evoluímos espiritualmente e nos permite agir em
sintonia com as leis divinas, colaborando para a evolução do cosmos.
Dessa forma, em vez de buscar a liberdade absoluta nesta
vida, devemos focar em avançar em direção a ela por meio do serviço altruísta,
da caridade e do cumprimento do dever. A verdadeira liberdade pode ser
encontrada no plano espiritual, quando nosso espírito se desvincula das
restrições materiais e se eleva acima das limitações terrenas.
É crucial enfatizar que a liberdade não é um conceito fixo e
imutável, mas uma condição que se expande à medida que evoluímos
espiritualmente. Devemos lembrar que, mesmo no plano espiritual, sempre haverá
algo a evoluir, aprender e conquistar.
Logo, a busca pela liberdade deve ser acompanhada pela
prática do bem, do amor e do conhecimento, como um meio de alcançar a
verdadeira liberdade no plano espiritual. Apenas quando nos desapegamos dos
interesses materiais e nos alinhamos às leis superiores do amor e da justiça,
podemos nos aproximar da liberdade relativa, aquela que nos permite agir em harmonia
com as leis divinas e colaborar para a evolução do universo.
Que possamos perseguir essa liberdade relativa com humildade
e determinação, e encontrar na Doutrina Espírita o suporte e a orientação
necessários para essa jornada.

Comentários
Enviar um comentário