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A JUSTIÇA SUBJETIVA E O LONGA CAMINHO DA HARMONIA UNIVERSAL


Na questão 874 do "Livro dos Espíritos", Allan Kardec faz uma reflexão ímpar sobre o entendimento humano da justiça. Apesar de sermos todos regidos pelas leis divinas do amor e da misericórdia, notamos que na Terra cada um compreende a equidade de modo particular, conforme as suas vivências e estágio evolutivo.

Isso porque, enquanto espíritos encarnados, estamos sujeitos às limitações da matéria. Os nossos sentimentos, memórias e intelecto encontram-se enviesados pelas paixões adquiridas ao longo das existências. Dessa forma, o nosso senso de justiça reveste-se de subjetividade, sendo influenciado pelos filtros mentais construídos em cada vida.

Devemos também considerar que cada ser humano passa por jornadas distintas neste plano, defrontando-se com situações únicas que moldam a percepção de mundo. O que para uns pode parecer justo, para outros pode significar injustiça. Esta relatividade deve-se à diversidade dos fatores enfrentados por cada alma.

Porém, a Doutrina Espírita sustenta-nos que as reencarnações terrenas foram decretadas como meio de evolução moral. Através delas, os nossos espíritos ganham maturidade, desapego e discernimento, aprimorando a compreensão da ética num nível celestial.

Portanto, embora a visão de equidade seja variável entre os homens, todos caminhamos rumo à harmonia pela expiação das falhas e pelo exercício do perdão fraterno. Quanto mais avançarmos no amor ao próximo e no conhecimento do bem, mais a nossa justiça na Terra aproximar-se-á da Lei Perfeita do Criador.

A luz do Evangelho espiritual de Jesus ilumina os nossos passos nesta jornada rumo à unanimidade dos princípios de verdade e caridade entre os povos.

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