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A JUSTIÇA COMO EXPRESSÃO DO AMOR: ENTENDENDO NOSSOS DIREITOS E DEVERES

 

A questão 875 do "Livro dos Espíritos", Allan Kardec leva-nos a refletir sobre a essência da Justiça e sobre aquilo que fundamenta os nossos direitos. Poderíamos definir Justiça, em suma, como a harmonia entre os deveres e direitos de cada um, baseada no respeito mútuo e na prática do amor ao próximo.

Quando vimos do mundo espiritual, trouxemos o livre-arbítrio, a nossa nobre capacidade de escolher entre o bem e o mal. E é justamente pela livre escolha do nosso caráter que somos merecedores de determinados privilégios ou responsabilidades. Os nossos deveres decorrem da necessidade de cada qual se elevar moralmente, cooperando para o progresso coletivo na esteira do Cristo.

Já os nossos direitos, embora variem conforme o grau evolutivo, visam sempre garantir a nossa continuidade no caminho do aprendizado. Todos temos o direito a sermos amados e compreendidos, a trilhar as nossas lições com dignidade e paz. No entanto, esses direitos só podem ser plenamente exercidos na medida em que também respeitamos e auxiliamos o desenvolvimento alheio.

A justiça, portanto, não é uma mera distribuição de bens materiais ou punições externas, mas o equilíbrio sobrenatural entre as nossas liberdades interiores e responsabilidades face ao Criador e ao Próximo. Ela só existe quando reinar entre os homens a caridade cristã, expressão máxima do amor divino aqui na Terra.

A reflexão sobre esta tema aproxima-nos cada vez mais do ideal de harmonia pregado por Jesus, fundamento derradeiro de toda a justiça entre os seres.

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