A pergunta apresentada pela questão 882 convida-nos a refletir sabiamente sobre a questão da propriedade à luz da Doutrina Espírita. Embora o trabalho nos confira certos direitos sobre aquilo que produzimos, Jesus sempre nos mostrou que a caridade deve ser o princípio orientador no uso das nossas posses. É natural e legítimo que o homem reserve parte dos frutos de seu esforço para o seu próprio sustento e o de sua família. No entanto, nunca devemos esquecer que nada aqui é definitivo, tudo é passageiro. No plano espiritual, onde os nossos verdadeiros progressos são avaliados, as nossas ações têm mais importância do que os bens materiais que possuímos. Portanto, devemos priorizar o equilíbrio social, não privando os necessitados do indispensável em nome de uma suposta propriedade absoluta. Os excedentes que possuímos pertencem menos a nós do que àqueles que deles necessitam, desde que possamos auxiliá-los sem comprometer a nossa própria subsistência. A justiça nos lembra que nada ...