Na questão 1003, somos convidados a refletir sobre se a duração dos sofrimentos do culpado, na vida futura, é arbitrária ou está subordinada a alguma lei.
Entendemos que a justiça divina é regida por leis imutáveis e perfeitas, que garantem harmonia e equilíbrio no universo. Allan Kardec ensina-nos, nesta questão 1003, que "a duração dos sofrimentos futuros é sempre proporcional à gravidade das faltas e à resistência para se corrigir". Ou seja, os sofrimentos dos culpados não são impostos arbitrariamente, mas conformam-se às leis divinas de causa e efeito, de ação e reação.
Assim, a duração dos sofrimentos na vida futura não é um castigo vingativo, mas sim uma oportunidade de aprendizagem e regeneração para a alma culpada. Cada ser é responsável pelos seus atos e colhe os frutos de acordo com o que semeou, dentro da justiça e misericórdia divinas.
Devemos entender que a justiça divina é expressão de amor e sabedoria infinita, que orienta os destinos espirituais de forma justa e equitativa. Que a compreensão dessas leis superiores nos conduza ao caminho da evolução e do autoconhecimento, para que, através da correção dos nossos fracassos e da busca pela transformação interior, possamos ascender à luz e à redenção.

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