Na pergunta 1002, somos convidados a refletir sobre o que deve ser feito por aqueles que, no momento da morte, reconhecem a suas falhas, mas não têm tempo para repará-las. Basta arrepender-se?
Dentro da sabedoria espírita, entendemos que o arrependimento sincero é um passo fundamental no processo de redenção espiritual, mesmo diante das limitações da morte física. Allan Kardec ensina-nos, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", que "a morte do corpo não aniquila a personalidade, nem transforma instantaneamente o mal em bem, nem o ignorante em sábio. O espírito conserva a sua individualidade, com todas as qualidades e todos os defeitos que tinha na Terra."
Assim, no momento da passagem para o plano espiritual, o reconhecimento das faltas e o arrependimento sincero são essenciais para iniciar o processo de regeneração. A alma que verdadeiramente se arrepende e busca a luz do conhecimento e do amor, encontra a oportunidade de evoluir e se redimir, mesmo que não tenha tido tempo de reparar diretamente suas falhas.
Compreendamos que, mesmo diante da transição para a vida espiritual, o arrependimento sincero e a busca da luz são caminhos que se abrem para a redenção e a evolução espiritual. A misericórdia divina guia aqueles que, no seu último suspiro terreno, procuram a paz e o perdão, encontrando no amor a força para renascer na luz e no progresso. Que a esperança seja a estrela-guia que nos leva ao encontro da nossa essência divina.

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