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Mensagens

A mostrar mensagens de 2022

Criação vs Destruição, uma visão espírita

Num breve comentário ao tema das questões 731, 732 e 733 de “O Livro dos Espíritos” em que se questiona o espirito do porquê da Natureza conter os dois princípios (Criação e Destruição) e qual a necessidade de existirem em simultâneo? A resposta é bastante esclarecedora e direta. É para manter o equilíbrio, servindo de contrapeso, é proporcional ao estado da matéria, quanto mais subtil menos existe a necessidade de destruição e essa destruição, diria eu renovação, diminui com a predominância de espírito sobre a matéria. Estas palavras são por demais evidentes na natureza, não só na natureza das coisas, mas essencialmente na natureza intrínseca das próprias plantas, no seu totum vegetal. Pois, se tomarmos por exemplo uma planta, encerra nela própria o princípio curativo e o seu oposto. Sendo que o princípio curativo deverá ser considerado como a parte destruidora, aniquiladora de uma patologia ou sintomatologia, mas também contem as substancias que são o seu antídoto. É, esta, uma...

Destruição Renovação. considerações sobre as perguntas 728 e 728a de O Livro dos Espiritos

Numa reflexão sobre as questões 728 e 728a de “O Livro dos Espíritos”, onde é abordado o tema da destruição renovação, apraz-nos dizer que a destruição é um bem necessário para que possa acontecer a renovação. Aquilo a que chamamos destruição, não é mais que um processo de transformação renovação com o objetivo último de melhoramento das seres. O capítulo VI de “O Livro dos Espíritos” vem justificar a necessidade de que tudo se destrua, como condição para que tudo se renove e se regenere. A transformação só acontece com a destruição do antigo. Se tomarmos como exemplo e observarmos o processo de transformação por que passa um grão de milho quando é plantado, compreendemos esta lei. Um grão de milho nunca perde a sua essência, apenas deixa a sua casca antiga, que o envolvia, transformando-se num pé de milho que dará várias espigas com muitos outros grãos de milho, onde todo o processo se renova e volta a acontecer. Mas, o mesmo também acontece com todos os animais. Assim, quan...

Assassinio e Culpa. Visão de um espirita. Uma reflexão sobre as perguntas 746, 747 e 748 de O Livro dos Espíritos

O homicídio, é um tipo de delito, que é considerado grave, em todas as legislações, e em todos os tempos, somente divergindo a sua valorização, de acordo com a cultura da época em que viveram os legisladores. Mas a visão da doutrina Espírita não diverge muito, e os Espíritas revelam a interpretação da Lei de Deus. O homicídio à luz do Espiritismo é um grande crime, pois segundo a doutrina Espírita, a vida não é eliminada, mas sim, é interrompida. O homicida acredita que ao matar alguém, livra-se para sempre de um desafeto. É falso! O que ele elimina é a forma física, o corpo do seu inimigo, não o espírito, que do outro lado da vida espera por ele para o ajuste de contas. Vivemos num período, em que a violência se acentuou, tomando conta e banalizando-se nos órgãos de comunicação social, jornais, televisão, radio, etc. A violência é fruto da nossa imperfeição moral, da predominância dos instintos agressivos, adquiridos pelos espíritos nas vivencias evolutivas no reino animal, que ...

Comentário reflexivo às questões 725, 726 e 727 do Livro dos Espiritos

As perguntas propostas para reflexão (L.E. 725, 726, 727) reportam para uma prática usual e absolutamente fútil que são as tatuagens e piercings que servem exclusivamente para alimentar caprichos, são uma moda passageira, que através da sua prática se torna para muitos permanente sem opção de reverter. Estas agreções não são somente marcas no corpo físico, são igualmente marcas e agreções nos corpos extrafísicos, onde elas também acontecem de forma permanente.  Como diz o Espirito a Allan Kardec "...perguntai sempre se uma coisa é útil. O que é inútil não pode ser agradável a Deus..." (L.E. p.725) e o espirito Miramez afirma "Mutilar o corpo para evolução da alma é demonstração de ignorância..." (F.E.VIII). Mas, sendo justos, não poderemos colocar todas estas mutilações no mesmo nivél, pois, existem aquelas que sendo igualmente mutilações, são realizadas sob a luz da lei de Deus, o espirito Miramez esclarece "...As mutilações de utilidade são aquelas que se pod...

Comentário á Questão 723 do Livro dos Espiritos

Em comentário à questão 723 do livro dos espiritos, surge a questão se é ou não benéfico comer carne, para a caminhada que a alma se propôs fazer aquando da sua reencarnação? não devemos encarar esta problematica de uma forma simplista. como estudantes temos a obrigação de olhar para a temática sob um ponto de vista espiritual e filosófico, reformulando internamente a questão e pergntar, de espirito para espirito, se é moralmente aceito e correcto comer carne? A resposta não pode ser focada apenas no aspecto nutricional mas no acto de MATAR. Há legitimidade moral para a alma em matar? e quais as consequencias para a elevação da alma no seu percurso evolutivo cam a prática voluntária e consciente do acto de matar? na minha modesta opinião, o ser humano na sua evolução enquanto alma encarnada e iluminada pelo espirito, tende a deixar conscientemente o consumo de carne, deixando para trás, na bruma da memória os actos ignóbeis e crueis de matar um ser, somente para suprimir um deseja. Um ...

Comentário á pergunta 719 de O Livro dos Espiritos

O homem merece censura por procurar bem-estar? O homem honesto, não merece ser censurado por procurar bem-estar. Ele, cumpridor dos desígnios da Alma e em harmonia com Deus, obtém conscientemente os bens suficientes para alcançar o bem-estar, não exagerando no trabalho para obter mais que o suficiente, pois tal exagero será considerado como abuso, uma falta para com a Alma encarnada. “Quando o homem exagera no trabalho para gozar mais do fruto dos seus esforços, isso não pode ser aceito como fruto honesto”, excerto do livro Filosofia Espirita XV. Bem como quando esse bem-estar é alcançado através da tapeação, do roubo e da mentira, por serem uma fonte ilusória e dolorosa para a Alma. “mas não há nada cuidadosamente oculto que não venha a ser conhecido” em Lucas 12:02. Esta ilusão conseguida pela cobiça do Ego que ilude a alma é explicita em Êxodo 20:17 “não cobiçarás a casa do próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem...

A TRADIÇÃO VÉDICA IDENTIFICADA COM O HINDUÍSMO É MONISTA, PANTEÍSTA, POLITEÍSTA OU MONOTEISTA?

por Lokasaksi Dasa (Lúcio valera) No Hinduísmo podemos visualizar um espectro de crenças que parece ir do ateísmo ao monoteísmo, passando pelo politeísmo, monismo, panteísmo e panenteísmo. Contudo, devemos ter em conta que o Hinduísmo como um sistema plural de pensamento teológico não esgota as categorias religiosas tradicionalmente utilizadas no Ocidente.  Se por ateísmo queremos dizer a negação da existência da causalidade última de um Deus eterno (Abbaganano, 1982, p. 82; Schlesinger, 1995, p. 272), podemos identificá-lo em alguns hinos do Ṛg Veda, nas Upanisads mais antigos, nas escolas filosóficas (darśanas) do Sāṁkhya, Mīmāṁsā e Vedānta advaita (de Śaṅkara), e na tradição materialista de Cārvāka. O Sāṁkhya clássico rejeita a ideia de um Deus criador e eterno; o Mīmāṁsā argumenta que os Vedas não têm a autoria de uma deidade; e o Vedānta advaita, reconhece o papel instrumental de um Deus (Īśvara) na criação, mas o considera ontologicamente irreal. Já o Cārvāka hete...

O Legado Crístico dos Essênios

  Os Essênios eram originários do Egito, e durante a dominação do Império Selêucida, em 170 a.C, formaram um pequeno grupo de judeus, que abandonou as cidades e rumou para o deserto, passando a viver às margens do Mar Morto, e cujas colônias estendiam-se até o vale do Nilo. Os Essênios pertenciam a uma das cinco seitas judaicas da época, a saber: Os Fariseus – Flexíveis na interpretação das escrituras, valorizavam a erudição, questionavam a tradição e adaptavam as leis ás circunstâncias. Acreditavam na alma imortal e na ressurreição, mas não eram messiânicos. Os Saduceus – Aristocráticos estavam sempre ao lado de quem detinha o poder. Dominavam os serviços religiosos no Templo em Jerusalém, e interpretavam literalmente as leis. Negavam a imortalidade da alma e a ressurreição. Os Sicários – “Homens com punhal” partilhavam das mesmas crenças dos fariseus, mas viam a guerrilha contra Roma como um preparo de ações maiores a serem realizadas na chegada do Reino de Deus. Os Zelotas – De ...

RELAÇÃO DOS 49 RAIOS DA FRATERNIDADE BRANCA

  RELAÇÃO DOS 49 RAIOS DA FRATERNIDADE BRANCA                             1º RAIO — AZUL VIRTUDES — Vontade Divina, fé, felicidade, equilíbrio, paz e criação cósmica. DESENVOLVE — Iniciativa, proteção, poder, força interior, perseverança. PERTENCE — Poder Executivo. ARCANJO — Miguel e Fé. ELOHIM — Hércules e Amazon. MESTRES — El Morya e Miriam, passando para o Lord Sírius o encargo divino. CARACTERÍSTICAS NOS SERES NÃO EVOLUÍDOS: Voluntariedade, agressividade, desejo de dominar. Este raio tem sido utilizado pelas forças involutivas junto da energia do vermelho, também desvirtuada, para controlar e manipular a humanidade frente a baixas vibrações. Muitos canais vibram com esta energia diante da ação dos Mestres El Morya e Miriam, que agora Lord Sírius passa a manifestar para a atualização da nova ramificação do espectro azul dentro dos atuais 22 raios. 2º RAIO — AMARELO (na ...