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Assassinio e Culpa. Visão de um espirita. Uma reflexão sobre as perguntas 746, 747 e 748 de O Livro dos Espíritos

O homicídio, é um tipo de delito, que é considerado grave, em todas as legislações, e em todos os tempos, somente divergindo a sua valorização, de acordo com a cultura da época em que viveram os legisladores. Mas a visão da doutrina Espírita não diverge muito, e os Espíritas revelam a interpretação da Lei de Deus.

O homicídio à luz do Espiritismo é um grande crime, pois segundo a doutrina Espírita, a vida não é eliminada, mas sim, é interrompida. O homicida acredita que ao matar alguém, livra-se para sempre de um desafeto. É falso! O que ele elimina é a forma física, o corpo do seu inimigo, não o espírito, que do outro lado da vida espera por ele para o ajuste de contas.

Vivemos num período, em que a violência se acentuou, tomando conta e banalizando-se nos órgãos de comunicação social, jornais, televisão, radio, etc.

A violência é fruto da nossa imperfeição moral, da predominância dos instintos agressivos, adquiridos pelos espíritos nas vivencias evolutivas no reino animal, que a razão ainda não converteu em expressão de amor.

Neste processo de expurgo evolutivo, como ensinava Jesus “separar o trigo do joio” após o desencarne não terão condições vibratórias para reencarnar de novo na terra, pois a terra encontrasse num processo de transição vibratória que deixarão de ter afinidade para reencarnar.

Lembrando as palavras de Jesus,

“os mansos herdarão a Terra”

Alguns autores espiritas, defendem a ideia de que a morte causada pela violência alheia, não faz parte do contexto encarnatório. Pois, ninguém reencarna para o mal. Então, o agressor não havia premeditado matar alguém! O que faz afirmar que a vítima desencarnou em função do mau uso do livre-arbítrio do agressor.

Estas vítimas, desencarnadas pela forma violenta alheia, estão inseridas em três (3) tipos de situações.



Prova, Expiação e Missão

 

Na prova estão incluídas as vítimas que vivenciaram a situação que as levou ao desencarne.

Na expiação, as vitimas que foram autoras dessa violência em vidas passadas.

Na missão estão algumas, poucas, almas com sentimentos nobres, que morrem de forma violenta, tornando-se símbolos de paz, amor e tolerância. Provocam antipatias em almas mais embrutecidas que vivem num patamar evolutivo mais baixo.


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