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A Lei da igualdade e a desigualdade de aptidões

A Lei da Igualdade estabelece que todos os espíritos são igualmente filhos de Deus e por isso dotados das mesmas possibilidades de progresso moral. No entanto, a Doutrina Espírita também reconhece que as desigualdades observadas no progresso das criaturas decorrem das diferentes aptidões, virtudes e méritos que cada um desenvolveu ao longo de suas reencarnações.

A igualdade é primordial, mas o progresso é individual. Cada espírito caminha a seu próprio ritmo, de acordo com seus esforços, dedicação e vontade de melhorar. Se alguns espíritos se adiantam na jornada evolutiva, é porque cultivaram ao longo do tempo as qualidades morais necessárias para tanto. Se outros parecem mais atrasados, é porque ainda não despertaram para as necessidades de seu progresso e aprimoramento.

A desigualdade observada na manifestação dos poucos e dos muitos não contraria, portanto, o princípio da igualdade fundamental dos espíritos. Ela decorre da desigualdade de aptidões, virtudes e méritos que cada um desenvolve livremente ao longo de suas existências. Cada qual evolui à maneira e no ritmo de seus próprios esforços. O progresso é individual e não coletivo.

O amor e a caridade devem ser iguais para com todos, ainda que saibamos que as capacidades de progresso moral diferem de espírito para espírito conforme as necessidades de cada um. A igualdade na dignidade é o princípio, mas a desigualdade no desenvolvimento é a consequência da liberdade de escolha e da diversidade de caminhos trilhados. A Lei de Igualdade determina o ponto de partida, mas não o ponto de chegada, que difere para cada criatura.

A Lei da Igualdade e a desigualdade de aptidões segundo os ensinos espíritas, são princípios aparentemente contraditórios, mas que se harmonizam na compreensão do progresso moral sendo livre, gradual e individual.

A Lei da Igualdade e a Lei do Progresso estão intimamente relacionadas na Doutrina Espírita.

A Lei da Igualdade diz que todos os espíritos são fundamentalmente iguais como filhos de Deus, com as mesmas possibilidades de evolução moral. Porém, cabe a cada um progredir a seu tempo e ritmo.

A Lei do Progresso estabelece que o progresso da alma é lei natural e tendência permanente do universo. Os espíritos estão em constante evolução para a perfeição.

Portanto, a igualdade é o ponto de partida, mas o progresso é individual e diferenciado. A Lei da Igualdade determina os mesmos direitos e possibilidades, mas a Lei do Progresso rege a maneira como cada um realize essas possibilidades ao longo do tempo.

O progresso é livre, gradual e proporcional aos esforços de cada um. As desigualdades observadas decorrem das diferentes aptidões e virtudes cultivadas por cada espírito, de acordo com a Lei de Causa e Efeito.

Assim, a Lei da Igualdade estabelece o princípio, enquanto a Lei do Progresso rege a transformação desse princípio em realidade. Uma não contradiz a outra, antes se complementam, expressando a justiça e a liberdade na evolução dos espíritos.

Por fim, ambas as leis têm como corolário o amor e a caridade, expressos no respeito que devemos a todos e no auxílio fraterno que nos dispensamos mutuamente no caminho do progresso.

Em resumo, a Lei da Igualdade e a Lei do Progresso são faces da mesma verdade, que é a evolução gradual da alma rumo à perfeição, baseada nos princípios da justiça, liberdade e amor. Ambas as leis devem ser compreendidas em sua profunda relação para a conceção espírita da evolução moral.




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