Refletindo sobre o propósito das provações, abordado na questão 871 do Livro dos Espíritos, induz-nos no seguinte pensamento.
De facto, nada escapa ao conhecimento
onisciente de Deus. Contudo, a Sua sabedoria é infinita, e compreende que o
verdadeiro aprendizado advém da prática, não da teoria.
Assim, as provas surgem para que
cresçamos através da experiência. Nelas, adquirimos méritos concretos ao
escolher a virtude sob tentação, ou reconhecer erros para corrigi-los. Desta
forma, lapidamos o caráter e nos preparamos para missões mais elevadas.
Lembro que o custo da pedra é afiá-la
contra outra pedra. Do mesmo modo, somos aperfeiçoados pela fricção salutar do
sofrimento e dos desafios, sob o olhar bondoso do Mestre que deseja o nosso
advento.
Além disso, as provas despertam em nós
sentimentos nobres de solidariedade. Pois na dor do irmão, reconhecemos a nossa
própria fragilidade - e sentimo-nos impelidos a confortá-lo.
As provas
permitem o amadurecimento por meio da experiência.
Portanto, não vejamos as provações
como castigo, mas como treinamento espiritual. Saibamos enxugar as lágrimas dos
que sofrem, e semear esperança onde brotam espinhos. É assim que elevaremos as nossas
almas, e aproveitaremos as lições ditadas pela Providência amorosa do Senhor.
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