Segundo a sabedoria dos Espíritos Superiores, nada ocorre ao acaso, e cada existência encontra sua razão de ser no vasto plano evolutivo. No entanto, jamais podemos afirmar que um espírito escolhe conscientemente "tornar-se um assassino". Vamos aprofundar esta reflexão:
Cada alma, ao encarnar, traz consigo
o fardo de suas transgressões passadas, embora não necessariamente possua uma
clara memória de suas escolhas pregressas. Os atos que ela realiza na nova vida
são resultado de seu livre-arbítrio aliado às circunstâncias, e contribuirão
para seu progresso mediante o esforço e a expiação voluntária.
Frequentemente, espíritos em estágios
primitivos necessitam enfrentar provações tão magnânimas precisamente para
despertarem de seu letargo moral e reconhecerem a nobreza de seu destino
espiritual. Nesse sentido, é imperativo que, em vez de emitirmos julgamentos,
tenhamos compaixão por esses irmãos em apuros, auxiliando-os no árduo caminho
da regeneração por meio da oração, do conselho amoroso e do exemplo edificante.
Sob a égide do tempo e da graça
divina, até mesmo as almas mais desviadas poderão, um dia, renascer à vida do
bem, entregando-se ao arrependimento profícuo e à paciente reparação de seus
erros. É,
portanto, momento de meditarmos sobre essas verdades, nutrindo em nosso íntimo
uma fé inabalável no triunfo final do Amor, despojando-nos de toda paixão de
condenação.
Que a luz do perdão e da misericórdia
resplandeça sobre nosso caminho e penetre em nossos corações, irradiando
compreensão e amor universal.
Que essa mensagem ilumine nossos corações e nos inspire a trilhar o caminho do amor e da compaixão.

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