A questão 935 de "O Livro dos Espíritos", na quarta parte dedicada a "Esperanças e Consolações", aborda um tema delicado: a opinião de pessoas que consideram a comunicação com a vida após a morte como atitude desrespeitosa de algo que é sagrado.
Segundo o
Espiritismo, a comunicação com os espíritos é um fenômeno natural, que ocorre
quando há afinidade entre o médium e o espírito comunicante. Esta comunicação
não é um sacrilégio, mas um meio de consolação e evolução para os seres
humanos.
A morte não
é o fim da existência, mas apenas uma transição para um novo estado de vida. Os
Espíritos continuam a existir, evoluir e acompanhar os seus entes queridos na
Terra. A comunicação com a vida após a morte permite-nos manter o contacto com
aqueles que partiram, recebendo mensagens de conforto, orientação e apoio.
É importante
notar que as comunicações com a vida após a morte devem ser feitas com respeito
e seriedade. É essencial que o médium seja uma pessoa equilibrada, com moral
elevada e um propósito genuíno de ajudar os outros. As comunicações devem ser usadas
para fins nobres, como confortar os enlutados, esclarecer dúvidas e promover o
crescimento espiritual.
Aqueles que
consideram as comunicações com a vida após a morte como profanação são
geralmente baseados em preconceitos e medos infundados. Eles temem que essas
comunicações possam perturbar a ordem natural das coisas ou que possam ser
usadas para fins malignos. No entanto, o Espiritismo ensina-nos que o mundo
espiritual é regido por leis justas e harmoniosas, e que as comunicações com a
vida após a morte são sempre mediadas por Espíritos superiores que cuidam do
bem-estar dos seres ainda encarnados.
As
comunicações com o além-túmulo não são profanação, mas sim um recurso valioso
para consolo, orientação e crescimento espiritual. Devemos abraçar essas comunicações
com respeito e seriedade, reconhecendo-as como um meio de manter contato com aqueles
que amamos e evoluir como seres humanos.

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