Na questão 957, presente em "O Livro dos Espíritos", somos convidados a refletir sobre as consequências do suicídio para o estado do espírito após a morte. A Doutrina Espírita oferece-nos uma perspectiva ampla e esclarecedora sobre esse tema, buscando proporcionar entendimento e consolo.
O suicídio é
um acto extremo, motivado por um profundo desespero e repugnância pela vida. No
entanto, é importante compreender que, segundo a visão espírita, a morte não é
o fim, mas uma passagem para uma nova etapa da existência. Portanto, as consequências
do suicídio não se limitam apenas à vida terrena.
O
suicídio não resolve os problemas da alma, mas adia o processo de aprendizagem
e evolução que viemos buscar nesta encarnação.
De acordo
com a Doutrina Espírita, o suicídio não é a solução para os problemas
enfrentados durante a vida. Ao optar por interromper a própria existência, o
espírito depara-se com uma série de consequências que afetam o seu estado
espiritual.
Uma das
principais consequências do suicídio é a permanência das mesmas dificuldades e
problemas que levaram ao acto extremo. O estado de desequilíbrio emocional e
espiritual não se dissipa com a morte física, e o espírito será confrontado com
as mesmas lições que precisava aprender e superar.
Além disso,
o suicídio tem um grande impacto no perispírito, o corpo espiritual que
permanece após a morte física. As marcas e lesões psíquicas decorrentes do acto
suicida podem persistir, dificultando o processo de adaptação e recuperação no
plano espiritual.
Outra
consequência importante é o sentimento de arrependimento e remorso que pode
acompanhar o espírito após o suicídio. Quando toma consciência das
consequências da sua escolha, depara-se com um sentimento de culpa e compreende
que o caminho escolhido não resolveu os problemas, mas apenas adiou o processo
de aprendizagem e evolução que veio a procurar nesta encarnação.
No entanto,
é importante ressaltar que a misericórdia divina está sempre presente,
oferecendo oportunidades de redenção e um novo começo para o espírito que
cometeu suicídio. O amor de Deus é infinito, e todos nós temos a capacidade de
nos arrepender, aprender e evoluir, mesmo diante de consequências dolorosas das
nossas escolhas.
Em resumo, a
Doutrina Espírita mostra-nos que o suicídio não é a solução para os problemas
da alma. Suas consequências vão além da vida terrena, afetando o estado
espiritual do indivíduo. Devemos compreender a importância do aprendizado e da evolução,
procurando superar as nossas dificuldades com amor, fé e perseverança.

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