Hoje vamos reflectir sobre umas palavras de Jesus que, à primeira vista, parecem difíceis de acreditar nos dias de hoje. Ele disse: “Bem-aventurados os brandos, porque eles possuirão a Terra.” (Mateus, 5:5)
Olhamos à nossa volta e o que vemos? Vemos os violentos a
mandar, os que gritam mais alto a ter razão, e os que usam a força a passar à
frente. E, às vezes, perguntamo-nos: “Será que vale a pena ser calmo? Será
que ser pacífico não é ser fraco?”
O Evangelho segundo o Espiritismo (Capítulo IX) vem
dizer-nos que não.
Jesus ensina-nos que a verdadeira força não está em
explodir, mas em segurar a explosão. Ele avisa-nos sobre o perigo da nossa
língua e da cólera. Sabem aquelas palavras duras que soltamos quando o sangue
ferve? Aqueles insultos antigos (como o termo "Raca" usado na Bíblia)
que serviam para chamar ao outro "inútil" ou "sem valor"?
Pois bem, o Mestre diz-nos que ferir um irmão com uma
palavra é tão grave perante as Leis de Deus como feri-lo com uma pedra.
- A
pedra fere o corpo.
- A
palavra maldosa, o desprezo e a humilhação ferem a alma.
Nós, que procuramos a espiritualidade, não podemos ter Deus
nos lábios e veneno na língua.
E a promessa de "possuir a Terra"?
Isto é uma garantia de futuro. Jesus está a dizer-nos que o
tempo dos violentos tem os dias contados. Eles parecem donos do mundo agora,
mas é sol de pouca dura. Pela Lei do Progresso, a Terra transformar-se-á num
mundo feliz.
E quem ficará? Quem herdará este mundo renovado?
Serão os pacíficos. Serão aqueles que, mesmo sofrendo
injustiças, não devolveram o mal com o mal.
Por isso, quando a raiva bater à porta, respiremos fundo. A nossa brandura é a nossa maior arma. Continuemos a ser gente de paz, porque é para os pacíficos que Deus está a preparar o verdadeiro futuro.
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