Tratado Analítico sobre a Mecânica dos Fluidos Imponderáveis: Uma Exegese Científica e Histórica dos Itens 80 e 81 de O Livro dos Médiuns
Introdução Epistemológica: A Naturalização do
Transcendente na Obra de Allan Kardec
A publicação de O Livro dos Médiuns (Le Livre des
Médiums) em janeiro de 1861, em Paris, marcou um ponto de inflexão fundamental
na história do pensamento ocidental, especificamente no que tange à interseção
entre a metafísica e as ciências naturais. Allan Kardec, pseudônimo do pedagogo
Hippolyte Léon Denizard Rivail, empreendeu uma tarefa hercúlea: retirar os
fenômenos espirituais da esfera do milagre, do maravilhoso e do diabólico, para
situá-los no domínio da lei natural. A análise detalhada dos itens 80 e 81 do
Capítulo IV da Segunda Parte desta obra revela não apenas a metodologia
observacional de Kardec, mas também a sua profunda conexão com os paradigmas
científicos do século XIX, nomeadamente a pneumática, o eletromagnetismo e a
teoria dos fluidos imponderáveis.
Este relatório propõe-se a dissecar, com exaustividade
acadêmica, a teoria das manifestações físicas apresentada nestes itens. O foco
recai sobre dois eixos fenomenológicos centrais: a levitação (suspensão de
corpos pesados no espaço) e a alteração da gravidade específica (variabilidade
de peso). Através da análise textual, contextualização histórica da figura de
Daniel Dunglas Home e exame das analogias científicas empregadas (como a
campânula pneumática), demonstraremos como Kardec construiu uma "física do
invisível" que dialogava diretamente com a vanguarda científica de sua
época.
A importância destes parágrafos reside na sua capacidade de
síntese. Em poucas linhas, o Codificador transita da observação empírica de uma
mesa girante para a complexa levitação humana, fundamentando ambas na
manipulação de uma substância intermediária — o fluido universal. Ao rejeitar o
sobrenatural em favor do desconhecido natural, Kardec antecipou debates que
seriam travados na década seguinte por físicos de renome, como Sir William
Crookes, cujas experiências com o próprio D.D. Home viriam a corroborar, em
ambiente laboratorial, as premissas teóricas aqui estabelecidas.
Parte I: A Dinâmica da Ascensão e a Escala de Forças
(Análise do Item 80)
1.1 A Continuidade Fenomenológica: Da Mesa à Pessoa
O Item 80 inicia-se com uma proposição lógica que denota o
método dedutivo de Kardec: "Voltemos à teoria do movimento da mesa. Se,
pelo meio indicado, o Espírito pode suspender uma mesa, também pode suspender
qualquer outra coisa: uma poltrona, por exemplo.".
Esta afirmação estabelece o princípio da indiferença
escalar na telecinésia espírita. Diferentemente da mecânica muscular, onde
o esforço biológico é diretamente proporcional à massa do objeto e limitado
pela fadiga das fibras musculares, a mecânica fluídica opera sob o princípio da
saturação e da vontade. O "meio indicado" refere-se à combinação do
fluido vital do médium com o fluido universal manipulado pelo Espírito. Kardec
postula que, uma vez estabelecida a alavanca fluídica, a natureza do objeto
(madeira, tecido, corpo humano) é secundária; o que importa é a massa e a
quantidade de força (fluido) disponível para contrapor a gravidade.
A progressão lógica — mesa, poltrona, pessoa — é crucial
para desmistificar o fenômeno. Se a sociedade parisiense de 1861 já aceitava,
ainda que com reservas, o movimento de pequenas mesas (as guéridons), a
levitação humana era vista como apanágio de santos (como José de Cupertino) ou
feiticeiros. Kardec naturaliza o evento: "Se pode levantar uma
poltrona, também pode, tendo força suficiente, levantá-la com uma pessoa
assentada nela.". Aqui, a variável não é a santidade do indivíduo, mas
a "força suficiente" (volume fluídico).
1.2 O Estudo de Caso: Daniel Dunglas Home e a Levitação
em Londres
Para validar a sua teoria, Kardec não recorre a lendas
medievais, mas a um contemporâneo célebre: "Aí está a explicação do
fenômeno que o Sr. Home produziu inúmeras vezes consigo mesmo e com outras
pessoas.".
Daniel Dunglas Home (1833-1886) representa, na história do
Espiritismo e da pesquisa psíquica, o arquétipo do médium de efeitos físicos.
Diferente dos médiuns que necessitavam de escuridão total ou gabinetes
fechados, Home operava frequentemente em ambientes iluminados e diante de
observadores céticos da alta aristocracia e da intelectualidade europeia. A sua
citação em O Livro dos Médiuns confere ao texto uma autoridade empírica
imediata.
1.2.1 O Incidente da Marca a Lápis no Teto
O texto fornece um detalhe probatório singular: "Repetiu-o
durante uma viagem a Londres e, para provar que os espectadores não eram
joguetes de uma ilusão de ótica, fez no forro, enquanto suspenso, uma marca a
lápis e que muitas pessoas lhe passassem por baixo.".
Este episódio específico reveste-se de importância capital
para a distinção entre alucinação coletiva e realidade física. No século XIX,
uma das principais teses céticas (proposta por pesquisadores como William
Benjamin Carpenter) era a de que os assistentes nas sessões espíritas estavam
sob efeito de hipnose ou sugestão biológica, "vendo" o médium voar
quando este permanecia sentado.
A introdução da "marca a lápis" serve como um testemunho
físico persistente de um evento transitório. A lógica probatória é
irrefutável:
- Acessibilidade:
O teto (forro) está fora do alcance humano normal, mesmo com saltos.
- Permanência:
A alucinação desfaz-se com o fim do transe; a marca de grafite permanece
para verificação posterior.
- Controle
Motor: Para escrever ou marcar um ponto específico no teto, o médium
precisa de estabilidade em flutuação, refutando a ideia de que teria sido
arremessado por um espasmo muscular.
- Verificação
Espacial: O fato de pessoas passarem "por baixo" elimina a
hipótese de suportes mecânicos ocultos (fios, plataformas) que obstruiriam
a passagem.
Embora o incidente mais famoso de levitação de Home tenha
ocorrido em 1868 (sair por uma janela e entrar por outra em Ashley Place,
testemunhado por Lord Adare e Lord Lindsay) , o relato citado por Kardec
refere-se a um período anterior, provavelmente durante as estadias de Home em
Londres no final da década de 1850 (1855-1859), onde ele hospedou-se no Cox's
Hotel e frequentou os salões de figuras como Lord Brougham e Sir David
Brewster. O uso de lápis para prova física era recorrente nas sessões de Home;
registros indicam que em outras ocasiões, mãos materializadas escreveram nomes
(como "Napoleão") utilizando lápis, demonstrando a capacidade de
manipulação fina da matéria.
1.3 A Dupla Natureza do Médium: Causa e Objeto
A análise teórica atinge o seu ápice na definição do papel
de Home: "Naquele caso, era ao mesmo tempo a causa eficiente e o
objeto.".
Esta frase encerra uma complexidade termodinâmica e
metafísica.
- O
Objeto: O corpo biológico de Home, com sua massa ponderável
(aproximadamente 70-80kg), sujeito à lei da gravidade.
- A
Causa Eficiente: O perispírito de Home, saturado de fluidos vitais,
que serve de "motor" ou "bateria" para a operação.
Na fenomenologia espírita, um Espírito desencarnado não
possui força motriz própria para levantar matéria densa; ele necessita do
"fluido animalizado" do médium. Portanto, para que Home levite, ele
precisa doar a energia que será utilizada para levantar o seu próprio corpo.
Isso cria um ciclo fechado de energia (closed-loop system). O Espírito
operador atua como o engenheiro que direciona a força, mas o combustível provém
do próprio "objeto" a ser levantado. Isso explica a exaustão física
extrema relatada por Home após as levitações, frequentemente resultando em dias
de prostração. Ele não estava apenas "voando"; ele estava sendo
consumido como combustível para o seu próprio voo.
Parte II: A Física da Resistência e a Analogia Pneumática
(Análise do Item 81)
2.1 O Fenômeno da Alteração de Peso
O Item 81 aborda um fenômeno menos visual que a levitação,
mas fisicamente mais desconcertante: a variação da resistência inercial. "A
mesa tem sempre o mesmo peso intrínseco, porquanto sua massa não aumentou;
porém, uma força estranha se lhe opõe ao movimento...".
Kardec demonstra aqui um rigor conceitual notável,
distinguindo Massa (quantidade de matéria, intrínseca e invariável) de Peso
Aparente (a força necessária para mover o objeto num campo gravitacional ou
resistivo). O fenômeno descrito envolve objetos leves que subitamente se tornam
inamovíveis, ou objetos pesados que se tornam leves. Para a física newtoniana,
a massa é inalterável. Portanto, Kardec deduz corretamente que a alteração não
está no objeto, mas no meio ambiente.
2.2 A Campânula Pneumática: Uma Metáfora Científica
Para explicar como um fluido invisível pode criar
resistência física, Kardec recorre à tecnologia de ponta dos séculos XVII e
XVIII, que no século XIX já era um paradigma escolar: a Campânula Pneumática
(máquina de vácuo).
"Fazei a experiência da campânula pneumática diante
de um campônio ignorante... e não vos será difícil persuadi-lo de que aquilo é
obra do diabo.".
A analogia funciona da seguinte maneira:
- O
Cenário: Uma campânula de vidro é colocada sobre uma base lisa.
- A
Ação Invisível: Uma bomba retira o ar do interior (cria vácuo).
- O
Resultado Físico: A campânula fica "colada" à base. Um homem
forte não consegue levantá-la.
- A
Explicação: Não foi a campânula que ganhou peso (massa). Foi a pressão
atmosférica (o peso do ar) que, não encontrando contrapartida interna,
exerceu uma força esmagadora sobre a superfície externa do vidro.
Kardec utiliza esta imagem para ilustrar a ação dos fluidos
espirituais. Assim como vivemos no fundo de um oceano de ar que exerce pressão
(aprox. 1 kg/cm² ou 101.325 Pa) sem que o sintamos, estamos mergulhados no
fluido universal. O Espírito pode manipular a densidade ou a pressão deste
fluido sobre a mesa.
- Para
fixar a mesa ao chão: O Espírito aumenta a pressão fluídica sobre o objeto
(análogo à atmosfera esmagando a campânula a vácuo).
- Para
levitar a mesa: O Espírito concentra fluidos sob a mesa ou cria uma
"corrente ascendente", anulando a gravidade.
A figura do "campônio ignorante" serve para atacar
o ceticismo materialista. O cético nega a causa espiritual porque não a vê, tal
como o camponês negaria a pressão do ar. Kardec argumenta que a invisibilidade
do agente não prova a sua inexistência, apenas a limitação sensorial do
observador.
2.3 A Defesa dos "Imponderáveis" e a
Eletricidade
Antecipando a objeção de que fluidos espirituais seriam
"imponderáveis" (sem peso) e, portanto, incapazes de exercer força
mecânica, Kardec invoca a Eletricidade:
"Também a eletricidade se classifica entre os
fluidos imponderáveis; no entanto, um corpo pode ser fixado por uma corrente
elétrica...".
Esta referência é cientificamente precisa para o contexto de
1861. A teoria do eletromagnetismo (desenvolvida por Ampère e Faraday)
demonstrava que correntes elétricas (imponderáveis) podiam gerar campos
magnéticos capazes de exercer forças de atração ou repulsão colossais sobre a
matéria ponderável (ferro).
- Um
eletroímã ativado segura uma âncora de ferro com força irresistível.
- Desligada
a corrente (o fluido), o ferro cai.
- O
ferro não mudou de peso; a força atuante cessou.
Kardec estabelece, assim, uma equivalência funcional:
Fluido Elétrico : Ação Magnética :: Fluido Espiritual :
Ação Telecinética.
2.4 A Validação Experimental Posterior (William Crookes)
É imperativo notar que a teoria proposta no Item 81 — de que
o peso pode ser alterado por uma força fluídica — foi confirmada
experimentalmente uma década depois pelo químico e físico Sir William Crookes.
Nas suas investigações com D.D. Home (iniciadas em 1870-71), Crookes construiu
um aparelho constituído por uma tábua com fulcro e uma balança de mola. Home
tocava levemente o fulcro (ponto de apoio), longe da balança. Segundo as leis
da mecânica, qualquer pressão ali deveria ter efeito mínimo ou nulo na balança.
Contudo, a balança registrava variações de peso (pressão) de vários
quilogramas. Crookes concluiu, em harmonia com Kardec, que existia uma
"Força Psíquica" (termo de Crookes para o fluido manipulado) capaz de
exercer ação mecânica à distância, alterando o peso aparente dos corpos sem
contato muscular visível. O "lápis" de Kardec e a "balança de
mola" de Crookes narram a mesma história: a objetividade física da
intervenção espiritual.
Parte III: O Contexto Histórico e a "Caça às
Bruxas" Vitoriana
Para compreender a urgência e o tom apologético de Kardec
nestes itens, devemos situá-los no "pânico das mesas" que varreu a
Europa. Desde as irmãs Fox em 1848 até a chegada de Home a Londres em 1855, o
fenômeno cresceu exponencialmente. Em 1853, Michael Faraday publicou a sua
teoria da "ação ideomotora", alegando que os movimentos das mesas
eram causados por pressões musculares inconscientes dos participantes. Os Itens
80 e 81 são uma refutação direta a Faraday.
- Faraday
diz: "Vocês empurram a mesa sem querer."
- Kardec
responde (Item 80): "E quando a mesa levanta um homem? E quando o
homem flutua até ao teto? Não existe contração muscular inconsciente capaz
de fazer um homem voar."
A menção à viagem de Home a Londres evoca um cenário de
intensa disputa social. Home foi acolhido por William Cox na Jermyn Street e
protegido por famílias como os Rymers. Ele polarizou a intelectualidade. De um
lado, Robert Browning (o poeta) que, num acesso de fúria e ciúme (pois sua
esposa Elizabeth Barrett Browning acreditava), escreveu o poema satírico
"Mr. Sludge, the Medium", acusando Home de fraude. Do outro, homens
de ciência como Dr. John Elliotson e, mais tarde, Crookes e Wallace, que se
renderam à evidência dos fatos. Ao citar Home, Kardec não estava apenas citando
um médium; estava tomando partido na maior controvérsia científica e social da
década. Ele estava a dizer: "A ciência oficial (Faraday) falhou em
explicar Home; o Espiritismo explica."
Parte IV: Análise Comparativa de Mecanismos de Força
A fim de estruturar o entendimento das analogias propostas
por Kardec no Item 81, apresentamos abaixo uma comparação sistemática entre as
forças naturais conhecidas no século XIX e a força espírita proposta.
Tabela 1: Anatomia das Forças Invisíveis segundo a
Epistemologia Espírita (1861)
|
Característica |
Pressão Atmosférica (Campânula Pneumática) |
Eletromagnetismo (O Eletroímã) |
Ação Espírita/Mediúnica (A Mesa/Levitação) |
|
Agente Causal |
Ar (Mistura gasosa ponderável, mas invisível) |
Fluido Elétrico/Magnético (Imponderável) |
Fluido Universal / Fluido Vital (Imponderável) |
|
Mecanismo de Ação |
Pressão diferencial (Vácuo interno vs. Atmosfera externa) |
Alinhamento de domínios magnéticos / Fluxo de elétrons |
Condensação fluídica e direcionamento pela vontade |
|
Efeito Observado |
Resistência extrema ao levantamento (Peso Aparente) |
Fixação rígida de corpos metálicos (Aderência) |
Levitação ou Fixação ao solo (Alteração de Peso) |
|
Interpretação Vulgar |
"Obra do Diabo" ou "Magia" (antes de
Torricelli/Pascal) |
"Magia" (para o leigo) |
"Milagre", "Diabo" ou
"Fraude" |
|
Status da Massa |
Inalterada (Massa da campânula é constante) |
Inalterada (Massa do ferro é constante) |
Inalterada (Massa do médium/mesa é constante) |
|
Fonte de Energia |
Gravidade da Terra (Coluna de Ar) |
Bateria ou Gerador (Pilha de Volta) |
O Médium (Bateria Biológica) + O Espírito (Operador) |
Parte V: Implicações Teológicas e Filosóficas da Física
Espírita
A análise dos itens 80 e 81 revela que o projeto de Kardec
transcendia a mera catalogação de fenômenos curiosos. Tratava-se de uma revisão
ontológica da realidade.
5.1 O Fim do Sobrenatural
Ao explicar a levitação de Home através de leis de fluidos e
pressões análogas às da pneumática, Kardec esvazia o milagre. Se um santo
levita, não é porque Deus revogou a gravidade para ele, mas porque o santo
(consciente ou inconscientemente) mobilizou fluidos para gerar empuxo, tal como
um balão de ar quente. Isso democratiza o fenômeno: Home, um homem mundano,
podia levitar tanto quanto São Cupertino, pois a lei é física, não moral.
5.2 A Invisibilidade como Categoria Física
O argumento do "suporte invisível" ("Fora
ilógico afirmar-se que o suporte não existe simplesmente por não ser
visível" ) ataca o materialismo ingênuo. Kardec posiciona o
Espiritismo como a extensão lógica da ciência. A ciência descobriu o mundo
microscópico e o mundo das ondas/fluidos imponderáveis; o Espiritismo descobre
o mundo perispirítico. Em ambos os casos, a visibilidade óptica deixou de ser o
critério de verdade.
5.3 A Alavanca Desconhecida
Kardec encerra o Item 81 com uma observação sobre a
fragilidade humana: "Só por uma causa semelhante se pode explicar o
singular fenômeno... de uma pessoa fraca e delicada levantar... um homem forte
e robusto...". Aqui, ele introduz o conceito de assistência
mecânica espiritual. O Espírito pode usar "alavancas
desconhecidas". Isso sugere que a tecnologia espiritual pode ampliar a
força biológica, agindo como um exoesqueleto fluídico. Esta ideia ressoa com
relatos modernos de "força histérica" em momentos de crise, sugerindo
que as reservas de energia vital (fluido) podem ser mobilizadas para feitos
físicos extraordinários quando catalisadas pela vontade (seja do encarnado ou
de um Espírito).
Conclusão: A Síntese Kardequiana
A leitura aprofundada dos Itens 80 e 81 de O Livro dos
Médiuns oferece uma janela privilegiada para a mente de Allan Kardec e para
o estado da arte da pesquisa psíquica em 1861. Longe de ser uma coletânea de
crendices, o texto apresenta-se como um tratado rigoroso de mecânica
transcendental.
Kardec utiliza a figura histórica de Daniel Dunglas Home e a
prova forense da "marca no teto" para ancorar a teoria na realidade
factual. Simultaneamente, emprega a pedagogia da "campânula
pneumática" para traduzir o inefável em termos compreensíveis à razão
científica da época. A tese central — de que a massa é invariável, mas o peso é
relativo às forças ambientais (sejam atmosféricas ou fluídicas) — permanece
como um dos pilares da física espírita.
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