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Desigualdades sociais à luz do espiritismo



O espiritismo ensina que todos os espíritos são iguais perante Deus, passando por diferentes provas e expiações em suas múltiplas reencarnações, de acordo com as necessidades de cada um. Assim, as desigualdades sociais observadas no plano material decorrem das próprias diferenças nos graus de adiantamento moral dos espíritos encarnados.

 

No entanto, o espiritismo também prega a caridade, a fraternidade e a solidariedade como princípios fundamentais para o progresso humano. Conforme os espíritos se purificam e se elevam moralmente, vão desenvolvendo mais amor,
compreensão e igualdade.

 

Nesse sentido, a desigualdade social tende a diminuir à medida que a humanidade avança em consciência e aplica esses princípios cristãos em suas relações sociais. Mas isso decorre do progresso individual de cada espírito, e não de soluções meramente materiais.

 

Uma questão surge, o que podemos fazer para ajudar a diminuir as desigualdades sociais?

 

Desenvolver a consciência moral e o amor ao próximo. Quanto mais nos purificarmos e elevarmos eticamente, mais seremos capazes de perceber as dificuldades do outro e agir com compaixão, solidariedade e fraternidade. Isso é a base para construirmos uma sociedade mais justa.

 

Praticar a caridade e a generosidade. Doar tempo, esforço, conhecimento ou recursos materiais a quem precisa. Ajuda concreta e desinteressada é sempre bem-vinda.

 

Combater os preconceitos e prejuízos sociais. Precisamos enxergar o outro como irmão, independentemente de raça, credo, classe social ou qualquer outra diferença. Promover a inclusão e respeito à diversidade.

 

Exigir e apoiar políticas sociais mais justas e redistributivas. Como melhor distribuir renda, aumentar o acesso à educação, saúde e moradia digna para todos. Isso cria mais oportunidades e diminui as desigualdades.

 

Posicionarmo-nos e atuarmos em defesa dos mais vulneráveis. Cada um pode se mobilizar de alguma forma em apoio a causas sociais que busquem reduzir as desigualdades e defender os direitos fundamentais das pessoas.

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