A questão 892 traz-nos reflexões essenciais sobre os desafios inerentes às relações familiares. É natural que as ações dos filhos possam trazer sofrimento temporário aos pais carnais, despertando emoções nem sempre edificantes.
Todavia,
quando analisamos o contexto mais amplo sob a ótica espiritual, compreenderemos
que por trás das mágoas há sempre motivos a merecerem nossa piedade, e não o
nosso juízo. Muitas
vezes, sentimentos de desgosto são fruto de atritos kármicos entre as almas,
cujos resquícios ainda perduram e requerem exercício de virtudes superiores.
Daí a
sabedoria do ensinamento do Cristo: amemos incondicionalmente, ainda que custe
ao Eu sensorial, a este Eu material e encarnado. Ao invés de ressentimento,
optemos pela compreensão misericordiosa das fragilidades alheias. E, sobretudo,
perdoemos de coração - não apenas com a boca -, libertando o outro e a
nós mesmos do peso do erro.
Somente assim o laço afetivo verdadeiro que une pais e filhos resistirá provado, emergindo mais forte após cada tormenta. E ambas as almas evoluirão espiritualmente através desse árduo, porém recompensador, trabalho sobre si próprios.

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