A pergunta número 896 nos desafia sobre um tema de suma importância. É inegável que, à primeira vista, há um mérito indiscutível naqueles que se dedicam à prática da caridade de forma desinteressada. No entanto, como nos instruem os Espíritos superiores, a virtude perfeita requer discernimento e equilíbrio entre os afetos do coração e a luminosidade da razão.
De facto,
basta que a caridade seja levada a cabo de forma irrefletida e descontrolada
para que os seus frutos se percam, até ao ponto de causar danos àqueles que
estão destinados a receber tal ajuda. Para que seja verdadeiramente proveitosa
e digna aos olhos do Criador, é imperativo que obedeça aos ditames da prudência
e do bom senso.
Assim,
embora as intenções daqueles que se entregam cegamente aos impulsos da
compaixão sejam louváveis, ainda lhes falta o discernimento necessário para
colher os louros que merecem. A caridade perfeita só se manifesta quando
combinamos a ternura para com o próximo com a sabedoria de usar os recursos
racionalmente, com vista a beneficiá-los verdadeiramente, tanto física como
espiritualmente.
É necessário, portanto, cultivar os afetos do coração e o raciocínio lúcido de maneira equitativa. É desta harmonia que emergirá a caridade ideal, capaz de proporcionar conforto material e elevação moral àqueles que são destinatários de tal ato benevolente.

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