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O Último Quilate da Perfeição: Renúncia Completa do Eu

A questão 895 leva-nos a profundas reflexões sobre o árduo caminho da perfeição moral. À primeira vista, podemos pensar nos atributos grosseiros da imperfeição, como defeitos físicos, erros congênitos ou vícios do ser sensorial evidentes para todos.

Mas os Espíritos superiores revelam-nos que o último obstáculo a ser superado na evolução, o último sinal da incompletude do Espírito, reside num nível mais íntimo, quase impercetível: a presença – mesmo que discreta ou momentânea – do orgulho do Eu.

Pois, mesmo que o espírito esconda defeitos exteriores, ou domine tendências passionais grosseiras, será necessário que o espírito abdique completamente de si mesmo para ser considerado perfeito. E tal renúncia só ocorrerá quando a caridade divina purificar completamente o seu coração de qualquer resquício de vaidade, desejo de primazia ou interesse próprio.

Somente depois de completamente despojada de Si, identificando-se plenamente com a vontade do Pai, é que a alma pode receber o sublime grau de vida eterna. Até lá, por mais brilhante que pareça o seu caminho, ele ainda precisará purificar-se da última sombra do orgulho, através do amor fraterno desinteressado, do desprendimento absoluto e da perfeita resignação à vontade superior.

Assim, longe de desanimar, tal consciência deve impelir-nos no esforço diário para alcançar tal grau de perfeição, onde a alma se funde totalmente com a Divindade através do amor ao próximo.

 

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