O título
provocativo "Deus, Ex-Machina ou Deus, ex-máquina" nos convida a
explorar a visão espírita sobre como Deus atua em nossa existência e qual o
papel do livre-arbítrio nesse contexto.
No teatro
grego, a expressão "Deus, Ex-Machina" era usada para descrever a
intervenção repentina e inesperada de uma divindade para resolver os conflitos
da trama. Essa expressão também pode ser interpretada como a ideia de que Deus
é uma espécie de "máquina" que age para corrigir tudo o que está
errado nas nossas vidas.
No entanto,
a visão espírita convida-nos a refletir sobre a relação complexa entre Deus, o
livre-arbítrio e as consequências de nossas escolhas. Allan Kardec, nas suas
obras, ensina-nos que Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as
coisas, mas que Ele não age de forma arbitrária e intervencionista nas nossas
vidas.
Segundo a
Doutrina Espírita, somos seres dotados de livre-arbítrio, ou seja, temos a
liberdade de escolher e agir de acordo com nossa própria vontade. No entanto,
essas escolhas trazem consequências, sejam elas positivas ou negativas. Deus
concede-nos essa liberdade e respeita as nossas decisões, permitindo que
aprendamos com as experiências e evoluamos espiritualmente.
Portanto, a
intervenção divina não ocorre como uma solução imediata para todos os problemas
e dificuldades que enfrentamos. Deus age através das leis naturais e morais que
regem o Universo, proporcionando-nos oportunidades de crescimento e
aprendizado. Ele envia-nos espíritos benfeitores, intuições e inspirações para
nos guiar no caminho do bem, mas cabe a nós aceitar e seguir essas orientações.
É importante
compreender que as adversidades e desafios que encontramos na nossa jornada não
são castigos divinos, mas consequências de nossas próprias ações passadas. Deus
não nos pune, mas oferece-nos a chance de reparar os nossos erros, aprender com
eles e seguir em direção à evolução espiritual.
a questão
"Deus, Ex-Machina” convida-nos a refletir sobre a forma como compreendemos
a atuação divina nas nossas vidas. A Doutrina Espírita ensina-nos que Deus
não age de forma arbitrária e intervencionista, mas concede-nos o
livre-arbítrio para que possamos aprender e evoluir.
Que possamos compreender que somos responsáveis pelas nossas escolhas e pelas consequências de nossos atos. Que possamos buscar a conexão com o divino, cultivar a bondade e a fraternidade em nossas vidas, e assim aproximarmo-nos cada vez mais de Deus.

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