A questão 915 de "O Livro dos Espíritos", no capítulo XII "Perfeição Moral (Egoísmo)", convida-nos a refletir sobre a relação entre o egoísmo e a busca do bem absoluto na terra. Neste texto, exploraremos o pensamento e a interpretação espírita sobre o tema. Embora o egoísmo seja inerente à espécie humana, a Doutrina Espírita ensina-nos que ele não é um obstáculo intransponível ao estabelecimento do reino do bem absoluto. Através do despertar da consciência e da prática do amor e da fraternidade, podemos superar o egoísmo e caminhar para a perfeição moral.
O egoísmo é
uma característica inerente à natureza humana, resultado da influência do
instinto de autopreservação e individualidade. Manifesta-se numa preocupação
excessiva com os interesses pessoais em detrimento dos interesses coletivos. No
entanto, na visão espírita, o egoísmo não é considerado um obstáculo
intransponível ao estabelecimento do bem absoluto na terra.
A Doutrina
Espírita destaca que a evolução espiritual é um processo gradual e contínuo, no
qual o ser humano tem a oportunidade de superar as suas imperfeições, inclusive
o egoísmo. Através do despertar da consciência e do exercício constante do amor
e da fraternidade, é possível transmutar o egoísmo em altruísmo e avançar para
a perfeição moral.
O amor é a
chave para superar o egoísmo. Quando entendermos que estamos todos interligados
como seres espirituais em busca da evolução, começamos a ver os outros como
parte integrante de nós mesmos. A prática do amor, expressa através de gestos
de solidariedade, compaixão e respeito, permite-nos transcender os limites do
egoísmo e estabelecer relações baseadas na fraternidade.
A
fraternidade, por outro lado, é o princípio que nos leva a tratar os outros
como gostaríamos de ser tratados. Quando reconhecemos a igualdade essencial de
todos os seres e agimos em prol do bem-estar coletivo, estamos a derrubar as
barreiras do egoísmo e a contribuir para o estabelecimento do reino do bem na
terra.
Embora o
egoísmo seja um desafio a ser superado, a Doutrina Espírita traz até nós a
esperança ao afirmar que o progresso moral é possível para todos os seres
humanos. Através da educação moral, da prática do amor e da fraternidade,
podemos gradualmente transformar a nossa natureza egoísta, substituindo-a por
sentimentos de generosidade, solidariedade e empatia.
Tudo somado,
embora o egoísmo seja inerente à espécie humana, não é um obstáculo
intransponível ao estabelecimento do reino do bem absoluto na terra. Através do
despertar da consciência, da prática do amor e da fraternidade, podemos superar
o egoísmo e avançar para a perfeição moral. A transformação pessoal é o
caminho para contribuir na construção de um mundo mais justo, solidário e
fraterno.

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