A questão 923 de "O Livro dos Espíritos" leva-nos a refletir sobre a relação entre o supérfluo e o necessário. O que é supérfluo para uma pessoa pode ser necessário para outra, e vice-versa. Isso depende da posição social, da cultura e das circunstâncias individuais de cada um.
Por exemplo,
um carro pode ser considerado um bem supérfluo para alguém que vive numa cidade
com um bom sistema de transporte público. No entanto, para alguém que vive numa
área rural, um carro pode ser um bem necessário para se deslocar ao trabalho,
escola ou hospital.
Da mesma
forma, um telemóvel topo de gama pode ser considerado um ativo supérfluo para
alguém que apenas o utiliza para fazer chamadas e enviar mensagens de texto. No
entanto, para alguém que trabalha com marketing digital ou que precisa estar conectado
o tempo todo, um celular de ponta pode ser o trunfo necessário para as suas necessidades.
O
Espiritismo ensina-nos que não há uma definição universal do que é supérfluo e
do que é necessário. O que é supérfluo para uma pessoa pode ser necessário
para outra, e vice-versa. Isso depende de uma série de fatores, como posição
social, cultura e circunstâncias individuais.
Por isso, é
importante evitar julgar as pessoas pelos seus bens materiais. O que pode
parecer supérfluo para nós pode ser necessário para eles. Da mesma forma, é
importante evitar acumular bens materiais desnecessários. O nosso pensamento
devera sempre refletir os nossos atos da vida comum e nunca esquecendo o que é
supérfluo para nós pode ser útil para outras pessoas, não nos cabe julgar as
ações morais dos outros.
O
Espiritismo também nos ensina que a felicidade não está na posse de bens
materiais. A felicidade está em satisfazer as nossas necessidades reais,
cultivar relações saudáveis e fazer o bem.
Por
conseguinte, em vez de acumularmos bens materiais desnecessários, devemos
concentrar-nos em satisfazer as nossas necessidades reais e em ajudar os
outros. Isso nos levará a uma vida mais feliz e plena.

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