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Mensagens

A mostrar mensagens de fevereiro, 2026

A Alma – O Espírito sob o Véu da Carne

A questão 134 de O Livro dos Espíritos apresenta‑se com uma simplicidade que quase desarma, mas encerra uma profundidade que ilumina toda a nossa caminhada. Quando Kardec pergunta: «Que é a alma?», a resposta chega sem rodeios: «Um Espírito encarnado.» 1. A nossa verdadeira identidade Esta definição desfaz equívocos antigos e coloca cada coisa no seu lugar. Não somos criaturas que “possuem” uma alma como quem possui um objecto. Somos Espíritos , e, durante o período da encarnação, estamos alma. A diferença entre o ser que habita o mundo espiritual e o que vive na Terra é apenas a da roupagem que reveste a consciência. Os instrutores espirituais recordam-nos que o Espírito é o ser inteligente da criação. Ele existe antes do corpo e continua a existir depois dele. A alma é, pois, o Espírito em tarefa, em aprendizagem, em experiência. 2. O corpo como instrumento de trabalho O texto esclarece que o Espírito se reveste do corpo com objectivos muito definidos: purificar-se e esclarece...

O Propósito da Jornada Terrena

As questões 132 e 133 de O Livro dos Espíritos oferecem-nos a chave para compreendermos por que estamos aqui. Muitas vezes, perante as "vicissitudes da existência", perguntamos se o sofrimento é um erro ou um castigo. A resposta dos Espíritos a Kardec é de uma clareza meridiana: a encarnação é uma necessidade e uma missão . 1. A Dupla Finalidade da Encarnação Deus, na Sua sabedoria, não nos impõe o corpo físico apenas para o nosso progresso individual, mas para nos tornar co-autores da Criação. Progresso Individual: Chegar à perfeição através da prova e da expiação. Progresso Colectivo: Ser o instrumento de Deus na "marcha do Universo". Ao trabalharmos na matéria — seja na ciência, na arte, no cuidado da terra ou na educação — estamos a cumprir a nossa parte na obra geral, e é nesse esforço que nos adiantamos. Nada é isolado; tudo se encadeia numa solidariedade universal. 2. A Justiça do Trabalho e do Mérito Uma dúvida comum surge na questão 133: se todos somos ...

O Verniz da Aparência e a Verdade do Coração: Uma Reflexão sobre a Doçura

O Verniz da Aparência e a Verdade do Coração: Uma Reflexão sobre a Doçura No capítulo IX, item 6, de O Evangelho Segundo o Espiritismo , encontramos uma das mensagens mais incisivas do Espírito Lázaro, recebida em Paris, em 1861. Sob o título «A afabilidade e a doçura», o texto coloca-nos perante uma questão antiga e sempre actual: a distância entre aquilo que mostramos ao mundo e aquilo que realmente somos. A Virtude e o Verniz Lázaro recorda-nos que a verdadeira afabilidade e a verdadeira doçura são frutos naturais do amor ao próximo. Não são artifícios de convivência, nem técnicas de sedução social; são manifestações espontâneas de uma alma que já encontrou alguma paz. Contudo, ele adverte-nos para o perigo das aparências. A educação, a etiqueta e a necessidade de convivermos uns com os outros criam, muitas vezes, um verniz de bondade que não corresponde ao estado íntimo do coração. Quantas vezes sorrimos por fora enquanto, por dentro, alimentamos a crítica, a irritação ou a m...

O GPS DA ALMA: Uma Introdução à Navegação Emocional (Segundo Abraham-Hicks)

No nosso último texto, explorámos o "Mapa da Consciência" do Dr. David Hawkins — uma cartografia vertical e estática que nos dizia a "altitude" da nossa alma. Hoje, proponho-vos algo diferente. Hoje, não vamos apenas olhar para o mapa; vamos aprender a navegar. Apresento-vos o "Pequeno Tratado sobre a Navegação Emocional" , baseado nos ensinamentos revolucionários de Esther e Jerry Hicks (e da consciência conhecida como Abraham). Se Hawkins nos deu a arquitectura do edifício, Abraham ensina-nos a subir as escadas. A premissa central é libertadora: nós não viemos a este mundo para "consertar" uma alma quebrada, mas para expandir a alegria da criação através do contraste. O Fim do Julgamento Emocional Durante séculos, fomos ensinados a temer as nossas emoções "negativas". A raiva era pecado; o medo era fraqueza; a inveja era vergonhosa. Neste novo tratado, abandonamos essa visão arcaica. Encaramos cada emoção — desde o ódio mais visceral ...