Sim, podemos dizer que o homem já nasce com a semente do
livre-arbítrio na sua alma, embora os seus primeiros impulsos e tendência
s
sejam dirigidos pelas necessidades físicas e instintos naturais. Conforme
começa a desenvolver as suas faculdades intelectuais e espirituais, inicia
também o exercício consciente de sua liberdade moral.
No entanto, as suas predisposições e instintos
constitucionais atuam como inclinações latentes que influenciarão as suas
decisões e escolhas. Mas, à medida que o homem amadurece espiritualmente e
ilumina a sua inteligência pela razão e pela fé, adquire progressivamente
domínio sobre seus próprios impulsos e tendências naturais, direcionando-os de
acordo com seus propósitos morais.
Embora as heranças e inclinações constitucionais possam
constituir um desafio inicial, não representam um verdadeiro obstáculo ao
livre-arbítrio. Pois, somente o exercício consciente da sua liberdade interior,
sobrepondo as suas determinações espirituais mais elevadas às solicitações
menores da natureza, o homem ascenderá ao pleno domínio de si mesmo.
Assim, podemos afirmar que o livre-arbítrio do homem
desperta desde seu nascimento como uma semente em latente em germinação, ainda
sob a influência potente das determinações naturais. Mas crescerá e se
fortalecerá à medida que a sua razão e sensibilidade moral iluminarem o seu
caminho no sentido do bem e do dever.
É importante lembrar que o livre-arbítrio é uma
responsabilidade que acompanha o homem em todas as suas jornadas evolutivas.
Cada escolha que fazemos tem um impacto direto nas nossas vidas e na vida dos
que nos cercam. Por isso, devemos exercer a nossa liberdade de escolha com
responsabilidade, amor e solidariedade.

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