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O Livre-Arbítrio que Desperta em Nós


Numa reflexão sobre um tema fundamental para a nossa vida, podemos colocar a questão se o homem ao nascer já goza do livre-arbítrio?

Sim, podemos dizer que o homem já nasce com a semente do livre-arbítrio na sua alma, embora os seus primeiros impulsos e tendência
s sejam dirigidos pelas necessidades físicas e instintos naturais. Conforme começa a desenvolver as suas faculdades intelectuais e espirituais, inicia também o exercício consciente de sua liberdade moral.

No entanto, as suas predisposições e instintos constitucionais atuam como inclinações latentes que influenciarão as suas decisões e escolhas. Mas, à medida que o homem amadurece espiritualmente e ilumina a sua inteligência pela razão e pela fé, adquire progressivamente domínio sobre seus próprios impulsos e tendências naturais, direcionando-os de acordo com seus propósitos morais.

Embora as heranças e inclinações constitucionais possam constituir um desafio inicial, não representam um verdadeiro obstáculo ao livre-arbítrio. Pois, somente o exercício consciente da sua liberdade interior, sobrepondo as suas determinações espirituais mais elevadas às solicitações menores da natureza, o homem ascenderá ao pleno domínio de si mesmo.

Assim, podemos afirmar que o livre-arbítrio do homem desperta desde seu nascimento como uma semente em latente em germinação, ainda sob a influência potente das determinações naturais. Mas crescerá e se fortalecerá à medida que a sua razão e sensibilidade moral iluminarem o seu caminho no sentido do bem e do dever.

É importante lembrar que o livre-arbítrio é uma responsabilidade que acompanha o homem em todas as suas jornadas evolutivas. Cada escolha que fazemos tem um impacto direto nas nossas vidas e na vida dos que nos cercam. Por isso, devemos exercer a nossa liberdade de escolha com responsabilidade, amor e solidariedade.

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