Avançar para o conteúdo principal

O VERDADEIRO LIVRE-ARBITRIO ESPÍRITA: DETERMINAÇÃO CONSCIENTE COM AMOR E RESPONSABILIDADE


Com base nos ensinamentos da doutrina espírita, faço uma reflexão sobre um tema de grande relevância para a nossa vida: o livre-arbítrio.

Segundo a doutrina espírita, o homem possui a possibilidade de escolher seus próprios caminhos, de acordo com sua consciência e responsabilidade pelos seus atos. O livre-arbítrio é uma das bases fundamentais do Espiritismo e está intimamente ligado à lei de causa e efeito, que diz que toda ação gera uma reação correspondente.

De acordo com a visão espírita, o livre-arbítrio é uma conquista gradual do espírito ao longo das diversas encarnações. À medida que o espírito evolui, ele adquire maior consciência de si mesmo e do seu papel na vida, e por isso, torna-se capaz de fazer escolhas mais conscientes e responsáveis.

No entanto, a doutrina espírita alerta que essa liberdade de escolha não é absoluta e ilimitada. O livre-arbítrio é limitado pelas leis naturais que regem o universo, bem como pelas consequências de nossas próprias escolhas. Cada ação gera uma reação correspondente, que pode ser positiva ou negativa, dependendo da natureza da escolha que foi feita.

Por isso, a doutrina espírita enfatiza a importância da responsabilidade pessoal. Cada indivíduo é responsável pelas escolhas que faz e pelas consequências que elas geram. Não podemos atribuir os nossos fracassos ou nossas dificuldades a fatores externos, mas sim reconhecer que cada uma de nossas escolhas tem um impacto direto em nossas vidas.

Além disso, a doutrina espírita ensina que o livre-arbítrio deve ser exercido com base nos princípios da fraternidade, da solidariedade e do amor ao próximo. Nós não devemos pensar apenas em nós mesmos, mas sim considerar o impacto de nossas escolhas na vida dos outros e agir de maneira responsável e ética.

Por fim, a doutrina espírita nos lembra que o livre-arbítrio não se limita apenas à vida terrena, mas continua após a morte do corpo físico. O
espírito, ao desencarnar, continua a ter a capacidade de escolher seu próprio caminho, de acordo com o grau de evolução em que se encontra. Assim, o livre-arbítrio é uma responsabilidade que acompanha o espírito em todas as suas jornadas evolutivas.

Espero que estas reflexões possam contribuir para o nosso crescimento espiritual e moral. Nunca esquecendo que cada escolha que fazemos tem um impacto direto em nossas vidas e na vida dos que nos cercam. Nós espíritas temos a responsabilidade acrescida de exercer o livre-arbítrio com responsabilidade, amor e solidariedade.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

A Jornada Alquímica: Os Quatro Estágios da Transformação Espiritual

A alquimia, uma antiga prática esotérica, oferece um caminho simbólico para a transformação espiritual. Os alquimistas acreditavam que, assim como os metais básicos podem ser transformados em ouro, também a alma humana pode passar por um processo de purificação e iluminação . A jornada alquímica é dividida em quatro estágios distintos, conhecidos como os Quatro Estados da Alquimia: - Nigredo (Morte Espiritual):  Este estágio representa o início da jornada, onde enfrentamos nossos medos e sombras. É um período de purificação e dissolução, onde deixamos para trás velhos padrões e crenças que nos impedem de crescer. - Albedo (Purificação):  À medida que avançamos, entramos no estágio de purificação. Aqui, eliminamos as impurezas e alcançamos um estado de equilíbrio e harmonia. É um momento de clareza e compreensão, onde vemos o mundo com novos olhos. - Citrinitas (Despertar):  O terceiro estágio é o despertar. Ganhamos consciência de nosso potencial e começamos a integrar...

Para Além do Abismo: A Ilusão da Fuga e o Dever de Viver

Há uma certa hora do Inverno da alma em que tudo parece parar — a respiração fica rasa, o horizonte some, e o mundo se recolhe num silêncio espesso. É quando o desalento pousa, suave e pesado como neve sobre os galhos, e a vontade de caminhar parece esvaír-se no próprio ar que falta. Nesses instantes de frio interior, somos convocados a recordar: a vida não é acidente. Nem o sofrimento é um castigo cego. Cada obstáculo é uma espécie de porta estreita, fechada a ferro, que guarda dentro de si não a rejeição, mas a revelação — uma chance única de amadurecer, de reparar o invisível, de descobrir paisagens internas que só nascem depois da tempestade. Mas atenção: há ventos, às vezes, que sopram contra. Há vozes interiores e ecos alheios que insistem em pintar a existência como um fardo sem réstia de sentido, como se o amor, a fé e a descoberta fossem miragens de uma mente cansada. Essas forças não vêm em nome da verdade; são sombras que se alimentam da escuridão alheia. Prolongam a dor com...

E se a entidade que canaliza… for apenas a sua sombra disfarçada de luz?

Já parou para questionar quem está realmente a falar quando diz que canaliza uma entidade espiritual?   Será mesmo um mentor elevado, um guia iluminado…   Ou será a sua própria dor, bem vestida, mascarada de sabedoria, a falar com voz suave, mas intenção confusa?   Este é o lado obscuro da canalização que ninguém quer enfrentar.   Porque é reconfortante acreditar que fomos escolhidos.   É bonito dizer que somos canais.   Mas é brutal admitir que podemos estar apenas a ouvir os nossos próprios gritos reprimidos, traumas não curados ou vozes internas que nunca foram validadas — e que agora se apresentam como “espíritos superiores”.   Carl Jung já alertava:   •“ Aquilo que nega em si mesmo, manifesta-se no exterior como destino. ” Na espiritualidade, isto ganha uma camada ainda mais perigosa:   •a sombra apresenta-se como entidade. - Reprimiu a sua raiva? Ela pode surgir como um “guia gue...