É comum encontrarmos pessoas que parecem enfrentar uma sequência interminável de provas e contratempos, desafiando o destino com as suas vidas repletas de dificuldades, parecendo oscilar entre um suposto 'destino de desgraça' e um 'destino de morte'. No entanto, segundo os sábios ensinamentos dos Espíritos superiores, nunca devemos atribuir isso a um destino cruel, implacável ou fatal.
Em primeiro
lugar, é crucial destacar que nada contradiz a Justiça Divina ao colocar os
homens diante de duras provas. Elas proporcionam ocasiões preciosas para o
progresso moral. Nada sofrem que exceda suas forças, e a desgraça aparente pode
encobrir um propósito elevado da Providência, destinado a purificar e elevar a
alma através do sacrifício e do sofrimento. Nada acontece ao acaso. Tudo serve
a um Plano Sábio e Infinito.
Muitas
vezes, as próprias discordâncias passadas e as imperfeições da vida anterior
preparam o espírito para certas provas, sendo-lhes de grande utilidade para o
seu aprendizado evolutivo. Sem elas, o espírito estagnaria. Portanto, jamais
devemos atribuir a um fantasmagórico "destino" a situação de alguém.
Cada um colhe o que plantou, e cada prova autêntica encerra inefáveis recursos
de progresso espiritual.
É também
frequente nos depararmos com pessoas que parecem expostas a perigos sucessivos,
como se uma sombria fatalidade rondasse seus passos. Contudo, as aparências
podem enganar, e nada ocorre sem uma finalidade sábia da Justiça Divina. Quando
a Destinação divina ainda não chegou para um espírito, nem todos os males
conjurados contra ele terão poder de abreviar sua existência corpórea. Pelo
contrário, contribuirão para sedimentar as suas virtudes e expandir a sua
capacidade de suportar o sofrimento.
Portanto, ao
invés de "fatalidade", devemos compreender tais fatos sob a ótica da
evolução espiritual - pois tudo serve ao mais alto propósito do desenvolvimento
moral. Compete ao homem extrair do cálice de cada prova o ensinamento latente,
fortalecendo a sua fé e sua resignação diante dos desígnios da Providência.
Assim,
concluímos que o "destino de desgraça" e o "destino de
morte" são ilusões, fantasias que não se sustentam diante da sabedoria dos
Espíritos Superiores. Não devemos considerar qualquer acontecimento como
fatalidade ou mera casualidade. Tudo tem um propósito, uma razão de ser, e
nossa tarefa é aprender com as provas, evoluir e seguir em frente. Busquemos
discernir, na luz da razão elevada pela fé, o propósito sábio que a Sabedoria
Infinita que preside em todos os eventos, pois assim somente nos tornaremos
dignos protagonistas de nosso destino.
As provações têm um propósito evolutivo, não devemos considerar os acontecimentos como fatalidade ou mera casualidade.
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