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A Verdadeira Liberdade Está na Razão e na Consciência


A princípio, poderíamos supor que o organismo corporal poderia influenciar fortemente os atos da vida, limitando a nossa liberdade de escolha. Mas, segundo as sábias instruções dos Espíritos superiores recebidas pelo Codificador, devemos considerar alguns pontos que nos ajudarão a compreender melhor essa questão.

É fato que o temperamento, as inclinações naturais e o estado de saúde influenciam as nossas ações, mas sempre de modo relativo. Isso porque, por mais fortes que sejam os impulsos físicos ou biológicos, nenhum deles anula a capacidade da alma de decidir livremente em conformidade com os ditames da consciência.

O organismo revela as tendências naturais do indivíduo, mas não determina absolutamente sua vontade e escolhas. A alma permanece sempre livre para submeter tais tendências ao jugo da razão, do dever e do progresso espiritual. Quanto mais o homem ilumina seu entendimento e fortalece sua sensibilidade moral, mais ganha domínio sobre os instintos e apelos do corpo, dirigindo sua conduta de acordo com propósitos superiores.

Portanto, em última instância, é o uso sábio que fazemos de nossa liberdade - submetendo os impulsos naturais aos influxos da consciência - que realmente define nossa responsabilidade diante da lei moral. Em síntese, embora o organismo possa exercer certa influência relativa, jamais constitui verdadeiro obstáculo ao livre-arbítrio, pois cabe ao homem elevar-se acima das determinações físicas mediante o exercício consciente e responsável de sua vontade livre.

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