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A Trama da Vontade: Magia, Dualidade e Persistência no Pensamento Ocidental

 


A magia sempre foi mais do que superstição ou truque de salão. No estudo A Trama da Vontade, José Nunes mostra como a dicotomia entre “Magia Branca” e “Magia Negra” não é uma verdade ontológica, mas sim uma construção social e política. Desde a Antiguidade, com a separação entre Teurgia e Goécia, até às religiões sincréticas afro-diaspóricas, a magia revela-se como uma tecnologia da consciência e da vontade, capaz de transformar realidades sem depender de dogmas.

O texto percorre Frazer, Durkheim, Mauss, Crowley e Styers para demonstrar que a magia é um espelho da sociedade: aquilo que é aceito torna-se “milagre”, o que ameaça o poder dominante é rotulado de “feitiçaria”. No mundo contemporâneo, o marketing, a política e até os algoritmos digitais continuam a operar como formas de encantamento, manipulando atenção e desejo.

Mais do que uma prática marginal, a magia persiste como substrato da consciência humana — uma linguagem simbólica que atravessa culturas e épocas. Reconhecer esta trama é recuperar a autonomia da vontade e compreender como somos, ainda hoje, enfeitiçados por narrativas invisíveis.

A Trama da Vontade (Texto Integral)


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