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Não há fatalidade, apenas evolução

É comum encontrarmos pessoas que parecem enfrentar uma sequência interminável de provas e contratempos, desafiando o destino com as suas vidas repletas de dificuldades, parecendo oscilar entre um suposto 'destino de desgraça' e um 'destino de morte'. No entanto, segundo os sábios ensinamentos dos Espíritos superiores, nunca devemos atribuir isso a um destino cruel, implacável ou fatal. Em primeiro lugar, é crucial destacar que nada contradiz a Justiça Divina ao colocar os homens diante de duras provas. Elas proporcionam ocasiões preciosas para o progresso moral. Nada sofrem que exceda suas forças, e a desgraça aparente pode encobrir um propósito elevado da Providência, destinado a purificar e elevar a alma através do sacrifício e do sofrimento. Nada acontece ao acaso. Tudo serve a um Plano Sábio e Infinito. Muitas vezes, as próprias discordâncias passadas e as imperfeições da vida anterior preparam o espírito para certas provas, sendo-lhes de grande utilidade para o...

A duração da vida terrena e o propósito divino - uma reflexão sobre a sabedoria espiritual.

Algumas reflexões sobre um assunto que nos convida a uma profunda reflexão sobre a natureza do tempo e o sentido da vida terrena.  A duração da vida corporal está intimamente ligada ao destino do espírito, às necessidades de seu desenvolvimento moral e à missão que deve cumprir nessa ou noutra existência. Não se trata, portanto, de um jogo de fato, mas sim de uma questão sagrada e sublime que deve ser levada a sério. Os espíritos superiores, na sua infinita sabedoria, determinam com precisão a duração da existência de cada espírito, levando em conta o seu grau de evolução, as lições que necessita aprender e os recursos de que carece para o seu progresso. Nada é aleatório ou casual. Aos olhos de Deus, que vê simultaneamente o passado, o presente e o futuro, não há "longas" ou "curtas" existências. O que conta é a utilidade moral que cada uma representa para a evolução da alma. Portanto, cabe-nos acatar resignadamente os desígnios da Providência, extraindo das v...

Aprendendo com as provas da vida - a sabedoria dos Espíritos superiores.

O "destino de morte". Muitas vezes, nos deparamos com pessoas que parecem expostas a perigos sucessivos, como se uma sombria fatalidade rondasse seus passos. Porém, segundo a sublime sabedoria dos Espíritos superiores, jamais podemos considerar isso como um "destino de morte". De facto, as aparências podem enganar, e nada ocorre sem uma finalidade sábia na Economia Divina. Cada prova traz consigo recursos preciosos para o aprendizado e progresso da alma. Quando a Destinação divina ainda não chegou para um espírito, nem todos os males conjurados contra ele terão poder de abreviar sua existência corpórea. Ao contrário, contribuirão para sedimentar suas virtudes e expandir sua capacidade de sofrimento. Portanto, ao invés de "fatalidade", devemos compreender tais fatos sob a ótica da evolução espiritual - pois tudo serve ao mais alto propósito do desenvolvimento moral. Compete ao homem extrair do cálice de cada prova o ensinamento latente, fortalecendo sua...

O "destino de desgraça" é uma fantasia - aprendendo com as provas da vida.

É comum encontrarmos pessoas que parecem enfrentar uma sequência interminável de provas e contratempos, levando muitos a atribuírem isso a um destino cruel e implacável. Porém, segundo o sábio ensinamento dos Espíritos superiores recebido pelo Codificador, nunca devemos atribuir isso a um "destino de desgraça". Em primeiro lugar, é importante destacar que nada contraria a Justiça Divina em colocar os homens diante de duras provas, pois elas lhes proporcionam ocasiões preciosas de progresso moral. Nada sofrem que exceda suas forças, e a desgraça aparente pode ocultar um propósito elevado da Providência, destinado a purificar e elevar aquela alma mediante o sacrifício e o sofrimento. Nada acontece ao acaso. Tudo serve a um Plano Sábio e Infinito. Além disso, muitas vezes, as próprias discordâncias passadas e imperfeições da vida anterior preparam o espírito para certas provas, sendo-lhe de grande utilidade para seu aprendizado evolutivo. Sem elas, estagnaria. Portanto, jama...

Posição social e livre-arbítrio: os desafios e oportunidades

Muitas vezes, a posição social pode vulnerabilizar a liberdade interior do homem, mas nunca constitui um obstáculo absoluto ao livre-arbítrio, que é concedido pelo Criador como um atributo inalienável do espírito humano. É verdade que uma condição social mais elevada, com mais conforto e instrução, tende a favorecer o exercício da razão e o desenvolvimento da sensibilidade. No entanto, isso não confere necessariamente uma elevação espiritual, pois é simplesmente o resultado da própria evolução da alma. Além disso, pode levar à complacência, atrofiando os nobres ímpetos da alma que buscam servir à causa do bem em si mesmos. Por outro lado, as circunstâncias mais humildes podem ser um obstáculo ao exercício da liberdade, mas ao mesmo tempo fortalecem a perseverança e o desprendimento que elevam o espírito às mais altas regiões. Em ambos os casos, o que define a nossa verdadeira condição espiritual é o uso que fazemos da nossa liberdade interior, submetendo as nossas ações à luz da co...

O livre-arbítrio no homem selvagem

Algumas ideias sobre o estado de selvagismo na evolução humana. Sabemos que esta representa uma das fases mais primitivas do ser humano, onde os instintos e impulsos naturais dominam quase que absolutamente. No entanto, segundo a sabedoria dos Espíritos superiores, devemos considerar alguns pontos que nos ajudarão a compreender melhor essa questão. Em primeiro lugar, é importante destacar que, embora os instintos sejam fortes e irrefreáveis no selvagem, nunca se pode negar a existência do livre-arbítrio em sua alma, pois este é um atributo intrínseco do Espírito que nada pode subtrair-lhe. O que acontece é que, no estado selvagem, o livre-arbítrio encontra-se latente e impotente, dominado pelos fortes instintos de conservação e pelas paixões desordenadas, não conseguindo ainda exercer sua influência salutar. A razão e a moralidade ainda se acham obscuras na inteligência do selvagem, qual semente germinando lentamente sob a sombra da ignorância. Por isso, seus atos e tendências acha...

Livre-arbítrio Atenuado, mas nunca anulado

Quero chamar a atenção para algumas questões que podem nos ajudar a compreender melhor como esse atributo intrínseco do espírito pode ser afetado em situações extremas. Primeiramente, é importante destacar que mesmo em casos de desequilíbrio mental ou alteração temporária das faculdades intelectuais, o livre-arbítrio jamais é anulado por completo. Embora a aberração das faculdades possa influenciar a vontade, a essência imortal da alma permanece livre para decidir em conformidade com os ditames da consciência. Mesmo em estados de loucura, há sempre uma faísca de razão e discernimento, ainda que impercetível aos olhos dos observadores externos. Além disso, muitas vezes o desregramento moral e o desvio da consciência podem preparar o terreno para a alienação mental, denotando falta de domínio de si mesmo desde estágios precedentes. Quanto à embriaguez, é preciso lembrar que embora possa atenuar a responsabilidade, jamais a isenta totalmente. Quem se embriaga voluntariamente já revela...